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Grupo de munícipes permaneceu defronte à Câmara de Vereadores, após a proibição de participação na sessão – Divulgação

Através das redes sociais, um grupo de munícipes de Itaju se formou para acompanhar de perto as políticas públicas desenvolvidas pelo município.

De acordo com a empresária Fabiana Passamani, integrante do grupo, o movimento é apartidário e o objetivo é acompanhar de perto e fiscalizar os atos e medidas, tanto do Poder Executivo como do Legislativo.

Ela ressalta a importância do cidadão acompanhar e raciocinar sobre assuntos mais gerais e relevantes para a vida em sociedade e em comunidade.

Comenta que o resultado das últimas eleições em Itaju reflete desejo de mudança e renovação, o que se comprova na eleição ou mesmo boa votação de novas lideranças locais.

Segundo o grupo, a ideia agora é exigir que os políticos cumpram suas promessas de campanha e coloquem em prática melhorias reais para a população de Itaju.

O primeiro ato de participação do movimento seria a sessão extraordinária da Câmara de Vereadores de Itaju, que ocorreu segunda-feira, 23. No encontro, a pauta previa votação de 14 projetos encaminhados pelo chefe do Executivo, José Luís Furcin (PR).

Através de grupo de WhatsApp, cerca de 50 pessoas confirmaram presença à sessão. No entanto, isso foi impossível porque, segundo o grupo, o encontro não foi aberto à população e nem mesmo som de microfones pode ser ouvido.

Através de oficio protocolado junto à secretaria da Câmara, solicitaram o ingresso de pelo menos oito integrantes, com máscaras faciais e distância entre eles. Mas, não houve autorização. Eles permaneceram de fora protestando contra a decisão da mesa diretora, presidida pelo vereador Silas Rinaldo Pires Correa (MDB).

Após a sessão, que aprovou em caráter de urgência 13 dos 14 projetos do Executivo, afirmam que souberam das decisões através de relato de alguns vereadores.

Comentam que vão tentar participar da próxima sessão agendada para o dia 7 de dezembro, segunda-feira. Nesse dia está prevista a votação de proposta que concede licença a servidores concursados pelo período de quatro anos.

O outro lado

Silas Correa, presidente do Legislativo de Itaju, afirma que a decisão de não permitir a participação do grupo de munícipes não teve caráter político, mas foi baseada em ato 04/2020, de abril de 2020, emitido devido à pandemia de Covid-19.

No documento, a mesa diretora suspendeu por prazo indeterminado a presença de público nas sessões ordinárias e extraordinárias de Itaju, para evitar a disseminação do coronavírus.

O ato limitou a pauta das sessões ao expediente e ordem do dia e cancelou sessões solenes, audiências públicas e licitações.

Mesmo com frequência reduzida, a secretaria da Câmara deve proporcionar uso de álcool gel e papel toalha para higiene pessoal dos presentes às sessões. Vereadores e servidores com sintomas da doença ou mesmo de gripe estão dispensados das convocações e/ou sessões ordinárias.

De acordo com Silas, o ato do presidente 04/2020 foi emitido por indicação do Ministério Público, que cobrou providências à prevenção da Covid-19. “Não poderia autorizar a presença do grupo, mesmo que em número reduzido, para não descomprimir ato da própria mesa diretora”, finaliza.

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