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Abelardinho Simões e Fernando Foloni em entrevista à imprensa: prioridade é para médicos residentes em Bariri, com horário disponível de atendimento – Reprodução/Facebook

A Santa Casa de Bariri vem realizando mudanças no atendimento médico do pronto-socorro e também do hospital. As alterações tiveram início no dia 26 de fevereiro e foram motivo de polêmica por supostamente estarem colocando à margem do processo médicos que já atuavam no local.

Segundo o gestor geral da Santa Casa de Bariri, Mozart Marciano, o objetivo foi dar mais qualidade ao atendimento de urgência e emergência (PS) e manter médicos dentro da estrutura hospitalar o maior tempo possível.

Na estrutura do PS continuam dois médicos das 7h às 19h e das 19h às 7h. De acordo com Marciano, a diferença é que em cada horário haverá um profissional com mais experiência em urgência e emergência, entubação e outros procedimentos necessários.

A direção do hospital busca focar na contratação de médicos com residência em Bariri. A ideia é que, em caso de necessidade, o profissional rapidamente esteja na Santa Casa.

Os plantões à distância continuam a existir, nos casos das especialidades de ginecologia e obstetrícia, ortopedia, anestesia, pediatria e cirurgia geral.

Marciano relata que na estrutura até então vigente os médicos passavam em visita às pessoas internadas, mas que é necessária uma presença mais constante dos profissionais no hospital.

No novo modelo, médicos especializados em cirurgia, anestesia e clínica geral permanecerão na Santa Casa das 7h às 19h. No período noturno é adotado o esquema de chamamento de plantonistas à distância, como anteriormente ocorria.

O gestor afirma que o custo para pagamento dos médicos (pronto-atendimento e hospital) é praticamente o mesmo: R$ 360 mil por mês. Diz também que haverá controle de ponto digital dos profissionais.

Marciano conta que os médicos que já atuavam na Santa Casa continuam a trabalhar no local, mas que no momento está sendo verificada a disponibilidade deles de horário para o atendimento.

 

Covid

 

Ele diz que há questionamentos do atual trabalho devido a complicações e óbitos relacionados à Covid-19.

Afirma que o mesmo protocolo vem sendo adotado, mas que o vírus tem se mostrado muito mais agressivo.

De acordo com Marciano, o tratamento que funcionava anteriormente hoje se mostra menos eficaz. Inclusive, o País como um todo vive um pico de mortes em decorrência da doença desde o início da pandemia.

Anteontem (10) a Santa Casa atendia a mais de 30 pessoas com casos confirmados de Covid-19. Por causa da estrutura do hospital, há corredores sendo usados no atendimento de pacientes.

Recentemente a Diretoria Municipal de Saúde adquiriu novo respirador móvel. Agora, o município conta com dois equipamentos, utilizados para a transferência de pacientes a outras cidades.

 

Coletiva

 

Diante de polêmicas nas redes sociais por causa de suposto afastamento de médicos da Santa Casa, na tarde de sábado (6) o prefeito Abelardo Maurício Martins Simões Filho (MDB) e o vice Luis Fernando Foloni (Cidadania) concederam entrevista à imprensa de Bariri.

Abelardinho disse que mudanças geram polêmica, mas que os médicos de Bariri não estão sendo demitidos e que terão espaço dentro da Santa Casa. A exigência é que haja enquadramentos dentro da escala de plantão, com compatibilidade de horário.

Segundo ele, a proposta é ter médicos presenciais na Santa Casa e reduzir custos. O apontamento do prefeito é que os plantões à distância geram insegurança na população, sendo alguns deles pagos acima do preço de tabela.

Especificamente no caso da médica Adriana Stela Barbosa Fontes, Abelardinho disse que ele e o vice conversaram com ela na manhã de sábado (6). Agradeceu a ela por tudo o que tem feito na Santa Casa nos últimos meses, especialmente por causa da pandemia da Covid-19 e que deve continuar trabalhando no hospital, desde que seja feito ajuste no horário de trabalho.

O prefeito relatou que há passivo de R$ 6 milhões na Santa Casa a serem pagos pelo município, montante contraído desde o início da intervenção, em setembro de 2018.

A idéia da administração municipal é apresentar um plano de trabalho para equilibrar as contas do hospital e decidir no futuro se a intervenção continua ou se empresa ou organização social poderão gerir a Santa Casa.