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Fábio Zenni, diretor municipal de Saúde: administração do hospital de forma conjunta / Divulgação

A prefeitura de Bariri pretende participar da administração da Santa Casa de Bariri em relação aos atendimentos via Sistema Único de Saúde (SUS). A informação é do diretor de Saúde de Bariri, Fábio Zenni. Segundo ele, a forma de gestão deve ser divulgada à população nos próximos dias.

De certa forma, essa proposta coloca uma pá de cal numa possível intervenção do Executivo no hospital. A medida era defendida por Zenni antes de assumir o cargo de diretor.

Em recente entrevista ao Candeia, ele relatou que havia estudos sobre impactos financeiro e jurídico de uma eventual intervenção. Na mesma entrevista, Zenni classificou o quadro da Santa Casa como “nebuloso”.

A ideia da administração municipal é que a gestão da Santa Casa seja feita de forma conjunta. A proposta foi remetida à direção do hospital para análise.

Desde que Bariri assumiu a gestão plena em saúde, em março de 2013, os atendimentos hospitalares e ambulatoriais de R$ 215 mil por mês são transferidos do Fundo Nacional de Saúde ao Fundo Municipal de Saúde. Antes dessa data, o dinheiro do SUS era repassado ao hospital de forma direta.

Já a manutenção do pronto-socorro custa R$ 350 mil por mês. Os valores são destinados ao Instituto de Desenvolvimento de Gestão, Tecnologia e Pesquisa em Saúde e Assistência Social (IDGT), contratado de forma emergencial. O motivo é que a Santa Casa, que antes prestava o serviço emergencial, não dispõe da Certidão Negativa de Débito (CND).

Medicamentos

Via assessoria de imprensa, o hospital relata que houve reunião no dia 6 de agosto entre representantes da Santa Casa, Zenni e o prefeito Francisco Leoni Neto (PSDB). Na ocasião, foram debatidas e esclarecidas questões a respeito da administração da unidade hospitalar.

Segundo a Santa Casa, um dos pontos tratou da suposta falta de medicamentos. O diretor administrativo e financeiro e membro do Conselho de Administração, Antônio Marcos Pereira, disse que não estão faltando medicamentos na Santa Casa e explicou como funciona o processo de compra.

Sobre esse assunto, Zenni diz que a informação que chegou à diretoria é que no pronto-socorro há remédios, no entanto, há falta de medicamentos na parte hospitalar. Na terça-feira, dia 14, ele pretendia verificar nova informação recebida em relação ao déficit de medicamentos.

De acordo com a assessoria de imprensa da Santa Casa, outro assunto discutido tratou de queixas que chegaram à Diretoria de Saúde sobre a falta de produtos de higienização e de gêneros alimentícios para os pacientes internados.

A administração do hospital afirmou que essas queixas são infundadas e não têm procedência. A higienização tem sido realizada adequadamente e com os produtos corretos.

Fisioterapia

As mudanças definidas pelo hospital para os atendimentos de fisioterapia pelo SUS também geraram controvérsias entre as partes.

A Santa Casa decidiu dispensar os serviços prestados pela empresa Faiolli & Faiolli, de propriedade da fisioterapeuta Vanderleia Paleari Faiolli, e realizar as sessões com funcionária que atuava como auxiliar de farmácia, mas com formação na área.

A alteração era para ter início no começo de agosto, no entanto, é preciso que o hospital conclua as obras de acessibilidade num banheiro. A partir de 1º de setembro a fisioterapeuta Ingrid Rita Gonçalves deverá assumir o serviço na Santa Casa.

Sobre essa questão, Zenni diz que os atendimentos cabem ao hospital baririense. Compete à prefeitura cobrar e fiscalizar a realização do serviço. O diretor de Saúde afirma que a Santa Casa garantiu que os equipamentos necessários foram comprados e que serão oferecidas as condições necessárias para os atendimentos.

A prefeitura remete mensalmente 90 guias com dez sessões cada, totalizando 900 atendimentos por mês.

Ingrid concluiu sua graduação em fisioterapia em 2014 pela Universidade do Sagrado Coração (USC), em Bauru.

Novo sistema de informatização

No dia 10 de agosto foi oficializado o acordo entre a Santa Casa de Bariri e a SpData, empresa especializada em sistemas e serviços para gestão de hospitais. Durante 21 anos, o sistema da empresa Hsist foi o responsável por processar todos os dados referentes à gestão do local.

Os custos mensais para manutenção do sistema eram de aproximadamente R$ 5 mil. Uma possível atualização elevaria o valor para cerca de R$ 10 mil por mês. Diante da nova política de otimização de despesas da Santa Casa e defasagem do sistema informatizado da Hsist, o hospital encontrou no acordo com a SpData a melhor escolha.

O contrato assinado entre as duas instituições prevê um custo de R$ 18 mil, parcelados em seis meses (R$ 3 mil por mês) para a implementação do sistema, o que corresponde a uma redução de 40% no valor mensal anterior.

Passadas as seis prestações referentes à implantação, o valor pago mensalmente será para manutenção do sistema e ficará em torno de R$ 2,1 mil, demonstrando uma redução de 58% em comparação com o último acordo firmado com a Hsist.

Orientação

Para quem se acostumou a levar poucos documentos para realizar consultas ou exames na Santa Casa, o hospital aconselha a trazê-los novamente. O novo sistema estará com a base de dados em branco, sem as antigas informações dos pacientes, começando um novo cadastro.

Portanto, é recomendável que os pacientes tragam os seguintes documentos pessoais: RG, CPF, CNH (substitui o RG e o CPF), comprovante de endereço, cartão SUS e certidão de nascimento (quando for recém-nascido).

Sem os devidos documentos, não será possível realizar o registro do atendimento. No entanto, mesmo sem a realização de cadastro, nenhum atendimento será negado.

Fonte: Assessoria de imprensa da Santa Casa de Bariri