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A partir da direita, Neto Leoni, Angélica, médicos Jésus e Luiz Carlos e vereador João Luiz – Robertinho Coletta/Candeia

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A enfermeira Angélica Fanti Moço, que atuava como responsável pela Estratégia Saúde da Família (ESF) 2, assumiu na terça-feira (1º) o cargo de interventor da Santa Casa de Bariri.

Ela irá substituir o médico Marco Antonio Gallo, que desde março do ano passado administrava o hospital.

Segundo o prefeito Francisco Leoni Neto (PSDB), a mudança ocorreu por causa de falta de diálogo entre a rede municipal de Saúde e a Santa Casa.

“Sentimos que faltava entrosamento, afinidade e trabalho em conjunto entre rede de saúde pública e Santa Casa, e isso não pode acontecer”, relatou o prefeito em entrevista ao Facebook do Candeia e do Sistema Belluzzo de Comunicação.

De acordo com Neto Leoni, com intervenção o hospital se transformou numa unidade de saúde da cidade. Por causa da falta de sintonia, pensou em colocar uma pessoa da rede para administrar a Santa Casa e convidou Angélica para o cargo.

O prefeito citou também que pesaram na decisão a falta de prestação de contas da Santa Casa, o não recolhimento do FGTS dos funcionários e que aparelhos comprados recentemente pela prefeitura não estariam ligados.

Perguntado se a instauração de duas Comissões Especiais de Inquérito (CEIs) pela Câmara Municipal para apurar possíveis irregularidades na Santa Casa pesaram em sua decisão, Neto Leoni disse que já pensava em melhorar o hospital.

Às 18h de terça-feira (1º), na troca de turno dos funcionários da Santa Casa, houve a apresentação de Angélica aos funcionários. Gallo não compareceu por estar de quarentena devido a exame positivo da Covid-19. Os outros dois médicos (Luiz Carlos Ferraz do Amaral e Jésus Fernandes da Costa Júnior) que atuavam como assessores da intervenção desde março do ano passado estiveram presentes.

Segundo o prefeito, foi expedido decreto com a nomeação de Angélica como interventora a partir de 1º de setembro e prorrogando a intervenção de 10 de setembro até 31 de dezembro deste ano. “Quem estiver à frente do município (a partir de janeiro) toma a decisão”, afirmou o tucano.

 

Prestação de contas

 

Na entrevista, a interventora relatou que tinha conhecimento da falta de prestação de contas da Casa. Lembra que quando foi diretora municipal de Saúde, durante 2019 e início de 2020, havia alguns atrasos e ressalvas. “Não quero mais atrasos na prestação de contas”, disse.

Sobre o atraso no pagamento do FGTS dos funcionários, adiantou que houve pactuação com o sindicato que representa os funcionários e que irá acompanhar a negociação. O foco dela é a área financeira e tornar os atos do hospital mais transparentes.

Ela pretende melhorar o atendimento ao usuário, com mais humanização. Sobre os plantões à distância, comentou que o problema vem de longos anos, que a cidade é pequena e às vezes não se consegue um profissional para atuar.

Angélica irá averiguar a possibilidade financeira de que a Santa Casa disponha de plantão presencial nas especialidades de ortopedia e ginecologia.

A Santa Casa recebe R$ 400 mil por mês dos cofres municipais para manutenção do pronto-socorro. O valor era de R$ 350 mil antes de Gallo ter assumido a intervenção. Há também aproximadamente R$ 220 mil por mês, recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), para internações e serviços hospitalares da Santa Casa.