Composição 1_1
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No sábado (12) reuniram-se para um café da manhã algumas mulheres que formaram no WhatsApp o grupo Amigas do Peito de Bariri.
É um grupo formado para pessoas de Bariri e região e que surgiu como um subgrupo de outro, com o mesmo nome, da cidade de Jaú, criado por Roberta Polônio, que participou do evento de sábado em Bariri.
São todas operadas de câncer de mama, fizeram ou estão fazendo o tratamento adjuvante de quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e reconstrução da mama.
Com a saúde recuperada, o objetivo maior do grupo é levar fé, esperança e motivação às mulheres que passam pela mesma situação e alertar a todas sobre a importância da prevenção com o autoexame e os exames de imagem como mamografia e ultrassonografia.
A descoberta precoce é fundamental para garantir o sucesso no tratamento e, no sentido de conscientizar todas as mulheres, sem limite de idade, sobre a importância de começar a se cuidar desde cedo, elas se predispõem a colaborar com as mais diversas formas de orientação.
De acordo com Dinorá Musegante, que faz parte do grupo, não se deve negligenciar ou temer qualquer alteração, é possível vencer o câncer de mama e retomar a vida normalmente.

Como surgiu

O Amigas do Peito é um grupo formado por mulheres que já estiveram ou estão em tratamento contra o câncer de mama. Ele foi criado em março de 2017, após uma conversa que Roberta Polônio teve com uma amiga que tinha acabado de receber o diagnóstico de câncer de mama. “Não éramos amigas na época, mas através de pessoas em comum ela me procurou para uma conversa”, lembra ela.
Roberta teve um câncer de mama em 2014, aos 32 anos, durante a gestação do seu segundo filho. Com 27 semanas de gestação percebeu um nódulo na mama direita. Com os exames foi diagnosticada com câncer de mama.
“Passei pela mastectomia radical e inicie o tratamento com quimioterapia ainda grávida. Logo após o nascimento do meu filho, retomei o tratamento que durou mais 7 meses aproximadamente. Desde então faço acompanhamento com o mastologista anualmente”, conta.
Logo que recebeu o diagnóstico, ela procurou uma amiga que já tinha passado pelo tratamento. Conversaram bastante a respeito do assunto.
“Para mim, isso foi muito importante. Conversar com pessoas que passam pela mesma dificuldade é sempre de grande valia. Você vê que não está sozinha, não foi castigada e que é possível sim enfrentar aquele momento difícil. Se tantas mulheres conseguiram, eu também conseguiria. E passou.”
A partir dessa experiência, sempre que ficava sabendo de alguma mulher diagnosticada com o câncer de mama, sentia vontade de conversar para poder dizer: “Calma! Esse diagnóstico não é uma sentença de morte! Existe tratamento, é possível enfrentar. Não é gostoso, mas dá pra agüentar.”

Integrantes do grupo Amigas do Peito de Bariri durante café da manhã no sábado, dia 12| Divulgação

Da redação