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No ano passado, Bariri registrou 374 nascimentos e dois óbitos de crianças com menos de um ano – Divulgação
O município de Bariri obteve no ano passado o menor índice de mortalidade infantil no período de uma década. Os dados são da Fundação Seade.
Em 2020 a taxa de Bariri foi de 5,35. A menor até então havia sido registrada em 2015, com 9,85.
A taxa de mortalidade infantil é obtida por meio do número de crianças de um determinado local (cidade, região, país) que morrem antes de completar um ano, a cada mil nascidas vivas.
O cálculo é feito da seguinte forma: o número de óbitos de menores de um ano é multiplicado por mil. O resultado é dividido pelo número de nascidos vivos.
Como exemplo, tomam-se os dados de 2020 de Bariri. Multiplica-se o número de mortes (duas) por 1.000. O resultado (2 mil) é dividido pelo total de nascidos vivos (374 crianças). O índice é de 5,35.
Mudanças
Segundo o Ministério da Saúde, a mortalidade infantil é um importante indicador de saúde e condições de vida de uma população. Com o cálculo da sua taxa, estima-se o risco de um nascido vivo morrer antes de chegar a um ano de vida. Valores elevados refletem precárias condições de vida e saúde e baixo nível de desenvolvimento social e econômico.
No Brasil, vem-se observando um declínio na taxa de mortalidade nesse grupo. Alguns autores atribuem essa queda, especialmente, a mudanças nas condições de saúde e vida da população.
Melhoria nos serviços de atenção primária à saúde, que proporcionou maior acesso ao pré-natal e promoção do aleitamento materno, aumento da cobertura vacinal e acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança no primeiro ano de vida; aliados a uma melhoria na distribuição de renda, no nível de escolaridade da mãe, nas condições de habitação e alimentação são alguns pontos destacados nesse processo.
Em 2010, o Ministério da Saúde publicou a portaria nº 72 estabelecendo que a vigilância do óbito infantil e fetal é obrigatória nos serviços de saúde (públicos e privados) que integram o Sistema Único de Saúde (SUS). Com isso, espera-se que os resultados encontrados com a investigação possam subsidiar o planejamento de ações voltadas para prevenção de novas ocorrências.
Estado de SP
De acordo com o Seade, em 2020 a taxa de mortalidade infantil no Estado de São Paulo foi de 9,75 óbitos de menores de um ano por mil nascidos vivos, retomando tendência decrescente observada neste século, após período de relativa estabilidade.
Pela primeira vez a mortalidade infantil paulista alcançou patamar de um dígito. Nos últimos 20 anos essa taxa reduziu-se em 42%. O risco diminuiu em todos os componentes da mortalidade infantil, sendo que o neonatal precoce (0 a 6 dias) ainda representa a maior proporção dos óbitos infantis (51% do total).
As principais causas da mortalidade infantil englobam algumas afecções originadas no período perinatal, malformações congênitas, doenças infecciosas e parasitárias e doenças do aparelho respiratório, que, em conjunto, concentraram 88% dos óbitos em 2020 e 90% em 2019.
Entre esses dois anos foram observadas duas tendências: redução na participação das afecções perinatais, doenças infecciosas e do aparelho respiratório; e aumento na proporção das malformações congênitas e demais causas de morte.
Taxa de mortalidade infantil em Bariri
Ano Nascidos vivos Óbitos infantis Mortalidade infantil*
2010 359 4 11,14
2011 396 10 25,25
2012 423 8 18,91
2013 429 5 11,66
2014 396 6 15,15
2015 406 4 9,85
2016 404 4 9,90
2017 409 5 12,22
2018 414 6 14,49
2019 408 7 17,16
2020 374 2 5,35
* Por mil nascidos vivos
Fonte: Fundação Seade
























