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Marco Antonio Gallo: apuração da morte de bebê e tratativas para definir futuro da maternidade – Alcir Zago/Candeia

Alcir Zago

Em entrevista coletiva concedida anteontem, dia 5, na Santa Casa de Bariri, o interventor do hospital, Marco Antonio Gallo, disse que a morte do menino Miguel na segunda-feira, dia 2, será objeto de apuração pelo Conselho Regional de Medicina (CRM).

A primeira atuação caberá à Comissão de Ética da Santa Casa de Bariri, formada pelos médicos Jésus Fernandes da Costa Junior, Luiz Carlos Ferraz do Amaral e Luiz Moreschi Neto.

Com base no relato de pessoas envolvidas e na verificação dos prontuários médicos e de enfermagem, a comissão encaminhará o caso ao CRM, a quem cabe avaliá-lo e julgá-lo.

De acordo com Gallo, com o afastamento do médico obstetra Luiz Eduardo Rodrigues de Almeida os partos em Bariri pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ficaram praticamente restritos à médica Rosângela Vaccarelli. Entre quarta-feira e anteontem foram 11 partos no hospital. A média mensal é de aproximadamente 40 procedimentos.

O interventor diz que o déficit constante da Santa Casa (em torno de R$ 200 mil por mês) e os bloqueios de recursos pela Justiça do Trabalho não permitem pagar uma boa remuneração a obstetras de outras cidades que possam dar plantão à distância em Bariri.

Gallo afirma que há duas possibilidades. A primeira é contar com a colaboração de médicos que atuam em Bariri para fazer os partos. A segunda é o fechamento da maternidade local por falta de médicos.

Nesse caso, as gestantes teriam de ser encaminhadas para hospital onde for firmado convênio. Na região, o principal deles é a Santa Casa de Jaú.