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Renata Cilli, diretora de Saúde, e Rodrigo de Oliveira, presidente do conselho, na reunião desta semana – Alcir Zago

Alcir Zago

O Conselho Municipal de Saúde retomou as reuniões ordinárias após ficar alguns meses sem promover os encontros por causa da pandemia do novo coronavírus.

Na reunião de segunda-feira (5), na Sala de Licitações da prefeitura de Bariri, o presidente do órgão, Rodrigo Zanuto de Oliveira, falou sobre a falta de prestação de contas dos gastos da Saúde ao conselho.

Segundo ele, a Santa Casa não apresenta os dados desde outubro do ano passado. A diretoria municipal também não tem encaminhado informações sobre pagamentos de pessoal, dados do Fundo Municipal de Saúde etc.

Oliveira disse que a responsabilidade pelo encaminhamento dos dados é da diretoria de Saúde, incluindo a prestação de contas da Santa Casa. Todas as informações são remetidas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).

O presidente mencionou que o órgão deve ser oficiado sobre investimentos a serem feitos pelo poder público, já que se trata de um conselho deliberativo. Falou especificamente do projeto da prefeitura em adaptar o primeiro andar do Hospital São José para receber o ambulatório da Covid-19, como foi noticiado pelo Candeia na edição de 3 de outubro.

Especificamente sobre os gastos de recursos com o novo coronavírus, Oliveira disse que a fiscalização caberá apenas ao TCE.

Sobre a Santa Casa, o presidente mencionou que a interventora, Angélica Fanti Moço, informou que irá apresentar as informações do hospital.

 

Sequelas da Covid

 

Presente à reunião, a diretora municipal de Saúde, Renata Cristina dos Santos Cilli, relatou que a pasta está com 27 funcionários afastados, a maioria por pertencer a grupos de risco da Covid-19.

A saída foi a contratação emergencial de médicos, enfermeiros e técnicos para a manutenção dos serviços.

De acordo com Renata, um dos desafios da Saúde será o atendimento a pessoas contaminadas com o novo coronavírus, as quais ficaram com sequelas. A pasta orienta que a procura por atendimento seja feita nas Estratégias Saúde da Família (ESFs).

Disse também que as mamografias e os exames de papanicolau estão sendo feitos nas unidades de saúde por conta do Outubro Rosa, campanha de prevenção do câncer de mama.

Representantes da Santa Casa relataram na reunião que a liberação dos recursos para reforma de setores do hospital está sendo feita aos poucos. Por isso, as obras não avançam na velocidade esperada.

Conforme o convênio firmado entre o hospital e o Ministério da Saúde, o prazo para conclusão da reforma é 31 de dezembro deste ano.