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Estudo revela potencial da Floresta Estadual de Pederneiras para ações de uso público

14 ago, 2020

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Floresta localiza-se no município de Pederneiras: caminhada por trilhas em áreas naturais é uma modalidade de ecoturismo – Divulgação/Instituto Florestal

Um estudo publicado na revista IF Série Registros, do Instituto Florestal, revela o potencial da Floresta Estadual de Pederneiras (FEP) para a realização de atividades de uso público.

A pesquisa propõe a implantação de trilhas interpretativas de média e de longa distância na Unidade de Conservação (UC) passando por atrativos cênicos e áreas adequadas para atividades educativas e recreativas.

No levantamento, são identificadas edificações que podem ser utilizadas para a implementação de estruturas físicas de atendimento ao público, como centro de visitantes e hospedaria.

O trabalho foi desenvolvido com o objetivo de avaliar o potencial da FEP para a implantação de um Programa de Uso Público. Para isso, os pesquisadores envolvidos realizaram diversas visitar à área entre 2016 e 1017 e analisaram sua infraestrutura e seus atrativos. Também percorreram trilhas e elaboraram traçados demarcados com GPS.

 

Relevância

 

A Floresta Estadual de Pederneiras é uma UC de Uso Sustentável com cerca de 2 mil hectares. Seu bioma natural é Mata Atlântica em região de transição com o Cerrado, apresentando vegetação exótica de pinus e eucalipto e cerca de 800 hectares de vegetação nativa.

No artigo, é mencionado que o município de Pederneiras possui apenas 4,71 % de sua área com vegetação natural e 3,3 % de reflorestamentos, o que mostra a grande importância da unidade para a proteção da biodiversidade da região. Além disso, a Floresta pode ser uma fonte para obtenção de sementes e produção de mudas nativas para a recuperação da cobertura florestal.

A Floresta Estadual de Pederneiras possui diversos atrativos para a visitação, como corpos d’água, cachoeira, represa e vegetação nativa (que pode ser ampliada por meio da substituição de parte da vegetação exótica). Quatro pequenos riachos nascem no interior da Unidade e formam o córrego dos Carajás. Dois deles estão totalmente inseridos na UC.

O estudo serviu também para subsidiar o Plano de Manejo da UC, publicado em 2018. De acordo com o documento, a FEP abriga diversas espécies ameaçadas: árvores como o ipê-felpudo, o jacarandá-paulista, a canela-preta, e cedro-rosa, além do arbusto Mostuea muricata.

Presente em todos os trechos de vegetação nativa da unidade, o arbusto é endêmico do Brasil e foi descrito há apenas 15 anos para o interior paulista. A população presente na FEP é a sexta população registrada para a espécie e a segunda em Unidade de Conservação.

Entre as espécies animais, há o gato-do-mato-pequeno, a jaguatirica e a onça-parda, todas consideradas ameaçadas de extinção. Já os lagartos papa-vento e lagarto-do-rabo-azul são considerados ameaçados de extinção no estado de São Paulo.

 

Trilhas

 

Uma das principais propostas foi a de implantação de duas trilhas de interpretação, uma de média e outra de longa distância (dois e quatro quilômetros). Os traçados dessas trilhas contemplam áreas planas e passam por atrativos cênicos e plantios de espécies exóticas e trechos de vegetação nativa, adequados para atividades educativas ou recreativas.

Caminhada por trilhas em áreas naturais é uma modalidade de ecoturismo, uma das formas sustentáveis do turismo, que pode contribuir com a conservação da biodiversidade e promover melhorias na qualidade de vida das comunidades do entorno. Trata-se de um investimento de longo prazo em conservação e educação.

As trilhas interpretativas auxiliam a assimilação do conhecimento sobre as relações que ocorrem na natureza e sensibilizam os visitantes acerca da importância das áreas e dos recursos naturais.

O processo de interpretação ambiental é um importante recurso de interação do público visitante com o meio natural, representando uma importante ferramenta de sensibilização e de construção de conhecimentos para os visitantes, podendo também proporcionar atividades lúdicas e recreativas.

Uma trilha é considerada interpretativa quando seus atributos são traduzidos para o visitante através de guias especializados, folhetos ou painéis. A trilha guiada é aquela realizada com acompanhamento de um guia tecnicamente capacitado para estabelecer um bom canal de comunicação entre o ambiente e o visitante.

Já a trilha autoguiada permite o contato do visitante e o meio ambiente sem a presença de um guia. Recursos visuais como painéis e placas, orientam a caminhada com informações de direção, distância, elementos a serem destacados e os temas desenvolvidos.

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