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Suéllen Rosim deixando a CPJ, acompanhada dos pais, Lúcia e Dozimar, após dar detalhes dos ataques e registrar novo BO – (Foto: Aceituno Jr./JC Imagens)

Eduardo Herrera dos Santos, titular da SIG, investiga o caso – (Foto: Aceituno Jr./JC Imagens)

A prefeita eleita Suéllen Rosim (Patriota) de Bauru esteve na Central de Polícia Judiciária (CPJ) terça-feira (1), para registrar boletim de ocorrência (BO) a respeito de novas ofensas racistas e de ameaça de morte que recebeu por e-mail, nesta segunda-feira (30).

No texto, o criminoso diz que pretende matá-la, que sabe onde ela mora e ainda tenta coagi-la a não procurar a polícia.

Além disso, Suéllen também prestou depoimento para colaborar com as investigações que já estão em andamento e que visam identificar os responsáveis pelos outros ataques racistas dos quais ela foi vítima nos últimos dias.

A Polícia Civil pediu que Suéllen fosse até a delegacia para fornecer informações que poderiam contribuir para a produção de provas. Na denúncia, a prefeita eleita detalhou o conteúdo dos ataques que recebeu, a fim de colaborar com as investigações. “Não vou aceitar qualquer tipo de comentário racista que venha para atingir aquilo que conquistamos, seja por mim ou por outras pessoas”, protesta.

Ela ressalta que acredita no trabalho feito pela polícia e que o responsável pelas ofensas será identificado. “Espero, também, que meu posicionamento sirva de exemplo para as pessoas, que elas denunciem”.

 

INVESTIGAÇÕES

 

De acordo com o delegado coordenador do Setor de Investigações Gerais (SIG) da CPJ de Bauru, Eduardo Herrera dos Santos, e também responsável pelo caso, o órgão já iniciou as investigações para identificar o autor ou autores dos crimes de injúria racial e ameaça.

“Para a polícia, não é porque na postagem há um nome que significa que aquele é o autor. Temos que ter o cuidado de identificar quem realmente foi o responsável pela publicação. Como foi em ambiente digital, acaba sendo um trabalho mais complexo”, alega.

O delegado ainda afirma que a polícia está dando prioridade para o caso para que o autor seja responsabilizado o mais breve possível. “Quem comete esse tipo de crime, faz já pensando em não ser encontrado. Mas nosso trabalho é justamente identificar essas pessoas”, complementa Herrera.

 

NOTAS DE REPÚDIO

 

Diversos órgãos e entidades divulgaram notas de repúdio contra os ataques racistas feitos contra a prefeita eleita. Entre eles, o Conselho da Comunidade Negra de Bauru, o PSDB, a Associação Paulista de Medicina (APM) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Bauru.

 

Fonte: JCNet