
Por iniciativa da vereadora, serão criados na Câmara a Galeria das Damas e o Prêmio Mulheres Negras Contam sua História
A vereadora Myrella Soares da Silva (União Brasil) apresentou dois projetos de resolução que procuram enaltecer a trajetória de mulheres em Bariri.
O projeto 09/2023 institui a Galeria das Damas na Câmara Municipal de Bariri, constituída de placas com foto, nome e período de legislatura de mulheres eleitas ao longo da história do Legislativo baririense. A proposta ainda prevê QR-Code contendo a biografia da homenageada.
A homenagem envolve legisladoras eleitas, que atuaram ou atuarão na Câmara de Bariri. Hoje, a lista das damas que compõem a galeria inclui Lourdes Aparecida Mazzini Martinez; Tereza de Lourdes Camargo; Rosângela Benedita Daniel (in memorian); Dulcelina Aparecida Rodrigues Masson; Celisa Luisa Fanton Bollini; Maria Pia Betti Pio da Silva Nary; e Myrella Soares da Silva.
Segundo o projeto, o objetivo é enaltecer as legisladoras eleitas ao longo da história da Câmara; destacar o pioneirismo e representatividade femininos; e incentivar a participação e engajamento das mulheres na política.
A vereadora Myrella, que também é procuradora especial da mulher na Câmara, destaca que o Legislativo local já passou por 18 legislaturas e que, neste período, somente sete mulheres foram eleitas vereadoras.
Para ela, a Galeria das Damas contribui para que a história desse pioneirismo e resistência seja lembrada e celebrada.
História de mulheres negras
O projeto 10/2023 da vereadora cria o “Prêmio Mulheres Negras Contam sua História”, outorgado todo ano à mulher afrodescendente que se destacar na luta contra a descriminação, racismo e preconceito étnico-racial.
A definição da homenageada será feita por integrantes do Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Pessoa Negra de Bariri.
A premiada vai receber placa emitida pela mesa diretora da Câmara e entregue aos moldes do que ocorre com o Prêmio Zumbi dos Palmares.
Myrella afirma que o projeto “visa auxiliar no processo de retratação histórica, visto que o regime escravocrata refletiu ao longo do tempo e também nos dias atuais diretamente na vida das mulheres negras e afrodescendentes”.
























