Slider

Gilson garante que se confirmado o índice proposto, o chefe do Executivo “vai comprar briga com o funcionalismo” – Alcir Zago/Candeia

Gilson de Souza Carvalho, presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Bariri, utilizou a Tribuna da Câmara para criticar o índice de 3,36% para reajuste salarial do funcionalismo. O diretor ainda reclamou que não há proposta de aumento para o valor do vale-alimentação, hoje de R$ 500 mensais.
A fala, ocorrida segunda-feira, 3, durante a primeira sessão ordinária de 2020, foi marcada por fortes críticas ao prefeito Francisco Leoni Neto (PSDB) e a seus assessores. “O descaso gerou muita insatisfação na classe. É inaceitável”, ele comentou.
O diretor do sindicato disse que o objetivo da presença na sessão era para pedir o apoio dos vereadores na luta para elevar o índice proposto ao funcionalismo.
Na mesma data, a proposta de 3,36% de reajuste salarial e de 0% no vale-alimentação entrou em tramitação no Legislativo e se estende aos funcionários do Serviço de Água de Esgoto do Município de Bariri (Saemba). Outro projeto, de autoria da mesa diretora da Câmara, propõe o mesmo aumento aos servidores do Legislativo.
Gilson Carvalho afirma que o prefeito não recebeu comissão do sindicato para discutir o dissídio coletivo. A proposta dos trabalhadores é que a porcentagem de aumento seja de 6%, que representa 4,48% de recomposição do índice inflacionário, mais 1,5% de ganho real.
Segundo ele, a intransigência do prefeito levou o sindicato a iniciar movimentação para elevar o índice. Durante assembleia da categoria, realizada dia 29, no Clube da Terceira Idade, os servidores públicos municipais já haviam recusado a proposta e autorizaram a realização de greve, medida que não até o momento não foi tomada.
Gilson garante que se confirmado o índice proposto, o chefe do Executivo “vai comprar briga com o funcionalismo”. A entidade sindical deve ingressar com ação para que a Justiça do Trabalho decida sobre o dissídio da categoria.
Afirmou que 80% dos servidores ganham até um salário mínimo e que a proposta mostra que, mais uma vez não há valorização da classe.
Segundo Gilson, é preciso que a administração tenha mais respeito com a entidade sindical. “Nunca houve tantos ataques formais contra a classe, uma barbaridade”, opina.
O sindicalista ainda questionou vários dados e informações que o prefeito teria divulgado em entrevista concedida a órgão de imprensa da cidade. “Só falou asneira. Fez conta errada. Deveria voltar para a escola”, criticou.

Reunião prévia

Em entrevista ao Candeia, na semana passada, o diretor municipal de Finanças, Oscar Dias dos Passos Júnior, afirmou que a prefeitura ofereceu 3,36% de reajuste porque o orçamento deste ano prevê aumento de arrecadação nesse montante.
Segundo ele, o mês de janeiro está fechando justamente com acréscimo de 3%, contabilizando-se o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e de Serviços (ICMS).
Durante o pronunciamento do sindicalista, o presidente do Legislativo, Ricardo Prearo (DEM) afirmou que um grupo de vereadores havia conversado com o prefeito, poucas horas antes da sessão, durante reunião prévia, e argumentou a necessidade de melhorar o índice dos servidores e aumentar o vale alimentação.
Segundo ele, Neto Leoni se dispôs a reunir os assessores da área financeira para discutir a possibilidade de atender parte das reivindicações.