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O intuito da administração municipal é verificar se é possível comprar o imóvel – Arquivo/Candeia

 

Portaria assinada pelo prefeito Francisco Leoni Neto (PSDB) designou três corretores de imóveis para que avaliem o custo do prédio da Santa Casa de Bariri para fins de desapropriação.

Diante da grave situação financeira enfrentada pelo hospital para manutenção de suas atividades, o intuito da administração municipal é verificar se é possível comprar o imóvel, que tem área superior a 9 mil metros quadrados.

Essa questão foi um dos assuntos discutidos em audiência na 1ª Vara Judicial de Bariri, a qual tratou de ação de insolvência proposta pela Santa Casa de Bariri.

Na ocasião, participaram representantes da Justiça, do Ministério Público, da Santa Casa, do governo estadual e prefeitos de Bariri, Boraceia e Itaju.

 

Utilidade pública

 

Em janeiro de 2018 o então prefeito Paulo Henrique Barros de Araujo assinou decreto declarando de utilidade pública o prédio da Santa Casa.

Na ocasião, a administração municipal informou que tomou a decisão com base no Decreto-Lei nº 3.365, de 21 de junho de 1941, legislação que trata das desapropriações por utilidade pública. No caso do hospital baririense, o intuito é a conservação de serviços públicos.

Em abril de 2019 Neto Leoni assinou decreto para declarar de utilidade pública o prédio que abriga o Museu Mario Fava, no centro da cidade.

No fim do ano passado o prefeito editou novo decreto para declarar de utilidade pública o prédio que abrigaria o Hospital São José, de propriedade da Santa Casa de Bariri.

Pelo fato de a obra não ter sido concluída e o hospital não ter entrado em funcionamento até hoje, muitas pessoas o chamam de Elefante Verde.

A ideia do atual governo é ocupar o andar térreo do hospital para que receba a Diretoria Municipal de Saúde e a Central de Ambulâncias.