
Myrella Soares da Silva fez longo discurso na sessão de segunda-feira, dia 4: “nunca foi sorte, sempre foi Deus”, afirmou a vereadora (Alcir Zago/Candeia)
A vereadora Myrella Soares da Silva (União Brasil) retornou à Câmara de Bariri na segunda-feira (4), na primeira sessão ordinária após liminar concedida pelo Judiciário local que suspendeu a cassação de seu mandato pelo Legislativo.
No dia 28 de julho a vereadora já havia retornado à Casa, no entanto, na oportunidade foi realizada sessão extraordinária, sem a possibilidade de que os vereadores pudessem se manifestar a respeito de quaisquer temas, especialmente na Palavra Livre.
Na segunda-feira, fez longo discurso “alfinetando” quem atuou para que perdesse a cadeira na Câmara e pedindo mais foco dos colegas em relação aos reais problemas de Bariri.
Lembrou que no processo de cassação ouviu “boa sorte” em dois momentos, no início da denúncia e no dia da cassação, ocorrida em 14 de julho, nesse caso em tom de ironia, deboche e satisfação.
Myrella relatou que a angústia e a tristeza a visitaram durante o processo de cassação, com muitos ataques e falas ofensivas, levando muitos a duvidar do seu caráter e da sua idoneidade.
Afirmou que sempre teve convicção de seus atos e isso fez com que tivesse fortalecimento emocional e espiritual.
Outro ponto destacado por Myrella é que no dia 23 de julho, ao receber de uma amiga um terço de Nossa Senhora Aparecida, no mesmo instante tomou conhecimento da decisão judicial que devolveu a ela a cadeira no Legislativo.
A vereadora comentou que, no plenário, todos têm os mesmos deveres e obrigações e que a Mesa Diretora não faz de nenhum vereador superior aos outros. “Devemos ter prudência no plantio porque a colheita é obrigatória”, pontuou.
Em seguida, adotou discurso mais conciliador. Disse que a Câmara não deveria ser um lugar de competição, mas de colaboração mútua. Não adotou a estratégia de levantar a “capivara” de cada vereador para atacar, como alguns esperavam, mas entende que o Legislativo é espaço para debater ideias e projetos para a cidade.
Agradeceu aos familiares (mãe Geralda e irmã Maria presentes na Câmara), advogadas, Antra, imprensa local e regional, MP, Justiça, entre outros.
Em seguida, fez referência ao Agosto Lilás, que trata da violência contra as mulheres. Fez questão de abordar a violência política de gênero em que mulheres afastadas da política, reservando esse trabalho apenas aos homens.
Finalizou seu discurso destacando que assuntos mais urgentes devem demandar esforço e tempo da classe política. “Chega de perseguição, me deixem trabalhar em paz” afirmou. “Nunca foi sorte, sempre foi Deus.”
























