Composição 1_1

Myrella Soares da Silva (esq.): empresa teria demitido funcionários por causa do uso de atestados falsos; Irene Chagas diz que vem colaborando com a Polícia Civil na apuração do caso – Divulgação

Requerimento de autoria da vereadora Myrella Soares da Silva (União Brasil), aprovado por unanimidade na sessão da Câmara de segunda-feira (1º), pede informações à Diretoria Municipal de Saúde sobre eventual emissão de atestados médicos falsos no Soma 2 Aristides Alves Pereira, localizado na Avenida Orlando Belluzzo.

No documento, a vereadora cobra informações se a suposta autoria recai sobre estagiários ou outro servidor da unidade de saúde, quantos atestados foram identificados como falsos e se médicos foram notificados sobre o ocorrido.

Outro questionamento é relacionado ao agente administrativo responsável pela recepção do Soma 2.

Myrella pede, também, informações sobre providências tomadas pela Diretoria Municipal de Saúde.

Na discussão do requerimento, apenas a vereadora fez uso da palavra. Disse que em janeiro deste ano empresa privada demitiu funcionários por causa da utilização de eventuais atestados médicos falsos. A firma chegou a elaborar boletim de ocorrência sobre o caso.

Ainda de acordo com a vereadora, o problema chegou ao conhecimento do Setor de Saúde em fevereiro deste ano e, até o momento, nenhuma providência teria sido tomada. Destaca que, se comprovada, a emissão dos atestados falsos configura crime.

Para Myrella, o maior problema no Soma 2 é que parte do trabalho foi deixada nas mãos de estagiários, sem a supervisão de agente administrativo.

Em seguida, na Palavra Livre, a vereadora relatou que o conteúdo do requerimento chegou às mãos da diretora no dia 28 de março e que no mesmo dia uma servidora foi convocada para trabalhar na unidade a partir de 1º de abril.

Outro lado

Procurada pelo Candeia, a diretora municipal de Saúde, Irene Chagas do Nascimento Inácio Rangel, confirma que houve emissão de atestados falsos no Soma 2.

Diz que o caso está sendo apurado pela Polícia Civil de Bariri e que desde o início está colaborando com as autoridades policiais.

Afirma que não pode encaminhar mais informações porque o inquérito está sob sigilo.

Finaliza que é preciso ter provas para acusar alguém de ter cometido o suposto crime.