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Gonzalez propõe declarar amarrio patrimônio cultural baririense

25 set, 2020

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Em Bariri, as artesãs transferiram a arte dos nós de redes de pesca para confecção de peças de uso pessoal e doméstico, como toalhas, guardanapos e vestuário – Divulgação

O vereador Francisco Leandro Gonzalez (Podemos) apresentou projeto de lei que torna o amarrio patrimônio cultural imaterial baririense. O objetivo é permitir que o município desenvolva políticas públicas voltadas especificamente para esse “saber fazer” e seus artesãos.

Em Bariri, duas técnicas milenares de artesanato constituem a arte do amarrio: o macramê – aplicar os fios depois dar os nós -, e o abrolhos – desfiar o tecido depois de dar os nós.

É praticado no município desde o início do século XX, quando artesãos – em especial, mulheres – desenvolveram a arte dos nós, originária da confecção de redes de pesca, comum no universo de pescadores às margens do Rio Tietê. Elas teriam transferido a técnica para a confecção de peças de uso pessoal e doméstico, como toalhas, guardanapos e vestuário.

Há registro histórico de peças confeccionadas através da arte do amarrio, passada de gerações a gerações, ao longo dos anos. A peça mais antiga data de cerca de 100 anos. É uma toalha reaproveitada de tecido de sacaria e pertencente à artesã Maria Dadalto Jacó. Ela herdou da mãe, Joana Pegoraro Da Da Dalto, falecida aos 32 anos, autora da peça.

Há cerca de 20 anos formou-se na cidade um grupo denominado “Amarrio de Bariri”, que se organizou e criou associação para ensinar, produzir e comercializar a arte. Era composto por cerca de 25 mulheres que, naquele momento, forma imprescindíveis para o resgate e perpetuação do artesanato na cultura local.

Elas participavam de feiras e eventos culturais no Brasil e até no exterior. No entanto, por falta de apoio e incentivo, o grupo e a associação acabaram se extinguindo. Hoje, somente oito artesãs permanecem produzindo, a maioria com mais de 60 anos de idade. Destas, apenas quatro confeccionam peças para a venda.

Há mais de 10 anos não existe nenhuma oficina de formação da técnica. Se nada for feito, a tendência é a arte se perder e há um cenário de risco para a preservação do modo de fazer amarrio.

Para Gonzalez, a declaração de patrimônio cultural imaterial é uma forma de permitir o amparo de políticas públicas de cunho sociocultural – juntamente com a sociedade civil – voltadas exclusivamente para o amarrio e seus artesãos.

O projeto foi encaminhado às comissões permanentes para emissão de parecer e deve ser votado nas próximas sessões.

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