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O local que recebe o nome de Mariana Bazza vai atender mulheres em situação de vulnerabilidade e violência – Divulgação

Projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal denomina Mariana Forti Bazza a Casa da Mulher de Bariri. A iniciativa partiu do vereador João Luís Munhoz (PSDB) e recebeu a unanimidade de votos do Legislativo. A votação ocorreu na sessão de segunda-feira, 7, em caráter de urgência.

O local deve funcionar sob coordenação da Diretoria de Saúde da Prefeitura de Bariri. Segundo Renata Cristina dos Santos Cilli, diretora do setor, a Casa da Mulher deve ser inaugurada no final do mês de dezembro.

O serviço tem como público alvo mulheres em situação de vulnerabilidade e violência. “O objetivo é oferecer atendimento humanizado, onde ‘escuta e cuidado’ resultem de ‘acolhimento’ às diversas demandas decorrentes da violência”, comenta Renata Cilli.

O local vai contar com equipe multidisciplinar, que dispõe de enfermeira responsável, psicólogo, agente administrativo, além de integrantes do programa de planejamento familiar, mantido pela própria rede municipal.

A ideia ainda, segundo a diretora, é enfrentar as fragilidades decorrentes da situação de violência através de oficinas, rodas de conversa e temas transversais.

A Casa da Mulher Mariana Forti Bazza está sendo instalada no prédio que já abrigou a Unidade de Atendimento Psicossocial (Uaps), na Rua Campos Salles, 632, ao lado da Biblioteca Municipal.

 

Crime hediondo

 

A homenagem do Legislativo relembra um crime hediondo da história de Bariri. Mariana desapareceu após sair da academia onde frequentava, no dia 24 de setembro de 2019, e receber ajuda de Rodrigo Pereira Alves, condenado pelo crime, para trocar o pneu do carro. Ela foi encontrada morta um dia depois em uma área de canavial em Ibitinga.

Rodrigo foi preso em Itápolis (SP) no mesmo dia do crime. Em agosto de 2020, ele foi condenado a 40 anos de prisão por latrocínio, estupro e ocultação de cadáver. Ele está preso na Penitenciária II de Serra Azul, onde deve cumprir a pena. Rodrigo é multirreincidente. Ele havia saído da cadeia cerca de 30 dias antes de matar Mariana.

É a segunda homenagem que a jovem recebe da Câmara de Vereadores de Bariri. No final de 2019, solenidade marcou o descerramento de placa que dá nome “Mariana Forti Bazza – por onde for floresça” à ilha e passarela do Lago Municipal de Bariri, principal cartão postal da cidade.