Composição 1_1
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Atualmente, o subsídio é de R$ 1.966,20; no primeiro ano da próxima legislatura (2025), o valor a ser pago é de R$ 2.950,00 (Foto Alcir Zago/Candeia)

Por maioria de votos, a Câmara Municipal aprovou projeto de resolução da mesa diretora que fixa novos valores aos subsídios de vereadores e presidente do Legislativo de Bariri. A medida vale para a próxima legislatura (2025-2028).

A proposta traz valores escalonados, de 2025 a 2028. No primeiro ano da próxima legislatura o valor a ser pago ao vereador é de R$ 2.950,00. Passa para R$ 3.068,00 em 2026, R$ 3.190,72 em 2027 e R$ 3.302,40 em 2028. Atualmente, o subsídio é de R$ 1.966,20, montante fixado em 2022.

No caso do presidente da Câmara, atualmente o subsídio é de R$ 2.949,27. Pelo projeto apresentado na segunda-feira (17), o valor será de R$ 4.420,00 em 2025, R$ 4.596,80 em 2026, R$ 4.780,67 em 2027 e R$ 4.948,00 em 2028.

O aumento varia de 49,8% a 67,7% no comparativo entre o que é pago hoje e o que deve ser pago em 2025 e 2028.

De acordo com o presidente da Casa, Airton Luís Pegoraro (MDB), os valores foram baseados em subsídios de municípios da região e que a proposta teve a anuência da maioria dos vereadores.

Não é prioridade

Em plenário, três vereadores votaram contra o reajuste: Francisco Leandro Gonzalez (Pode); Antonio Benedito Franchini (PTB) e Luís Renato Proti (MDB), o Escadinha.

Gonzalez disse que sua posição contrária ao reajuste é coerente, uma vez que foi contra o aumento da remuneração de diretores de serviços e também de impostos. Para ele, mesmo que o novo valor passe a vigorar somente a partir de 2025, há possibilidade dos atuais vereadores serem reeleitos e se beneficiarem da decisão. Acredita que o tema deveria ser submetido à consulta popular e que o fato da Câmara de Bariri ser a que menos para na região é exemplo positivo. Afirmou ainda que a maior remuneração não é prioridade e que o dinheiro deve ser utilizado outra finalidade.

Coragem

Os demais vereadores posicionaram-se a favor da fixação de novo valor de subsídio para a próxima legislatura. Eles elogiaram a coragem de Pegoraro de colocar em tramitação tema polêmico e espinhoso perante a população.

Tanto que há mais de 20 anos não há reajuste no subsídio do Legislativo local e, por conseguinte, o valor é um dos mais baixos da região.

Ricardo Prearo (PDT) ressaltou que a remuneração do vereador é uma contrapartida aos serviços prestados à cidade. Destacou a responsabilidade do cargo e afirmou que quem não concorda com subsídio deve se candidatar, ser eleito e propor alteração na legislação.

Myrella Soares da Silva (União) lembrou que o vereador precisa ferramentas para fazer um bom trabalho e que o mandato é muito mais eficiente se puder dedicar-se de forma integral à vereança.

Evandro Antonio Folieni (PP) ressaltou os benefícios advindos da atuação do vereador, que busca recursos para a cidade e destina verbas às entidades através de emendas impositivas. Afirmou que a atuação do vereador deve ser valorizada e que a população através do voto julga quem não merece o dinheiro que recebe.