Composição 1_1
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Vereador Francisco Leandro Gonzalez disse que irá entregar cópia do depoimento de Vaguinho à Comissão Processante (Foto: Rosa Marcolino)

O vereador Francisco Leandro Gonzalez (Podemos) leu na sessão de segunda-feira (18), durante a Palavra Livre, trechos do depoimento dado por Vagner Mateus Ferreira ao Ministério Público (MP).
Vaguinho está preso desde fevereiro deste ano e responde a processo por fraude em licitação, frustração do caráter competitivo da licitação, afastamento de licitante, falsidade ideológica, ameaça e vias de fato.
Vaguinho foi ouvido pela Promotoria de Justiça no dia 6 de setembro deste ano, na condição de testemunha. Os autos tratam especificamente do pedido de prisão temporária de Abilio Giacon Neto, sócio-proprietário da Mazo & Giacon, ocorrida no dia 14 de setembro.
Leandro afirmou que irá entregar o documento à Comissão Processante aberta no dia 11 de setembro para apurar possível quebra de decoro de Abelardo Maurício Martins Simões Filho (MDB).
Para o vereador, o depoimento de Vaguinho confirma versão anterior dada pelo dono da Latina Ambiental Ltda., Paulo Ricardo Barboza. A empresa prestava serviço de limpeza em Bariri.
O parlamentar mencionou que Vaguinho foi apoiador do prefeito na campanha e tinha forte influência no governo. Conforme o depoimento dele ao MP, a Latina teria vindo a Bariri por intermédio de Abilio.
Ainda segundo o depoimento, Vaguinho foi apresentado a Barboza por Abelardo, que teria dito na ocasião que a Latina iria participar da licitação da limpeza pública no município.
De acordo com o denunciante, o contrato da disputa foi elaborado por Barboza e entregue num pen drive a Flávio Coletta, na época diretor municipal de Desenvolvimento. O documento tinha os termos de referência, com serviços que não dificilmente seriam prestados por outra empresa.
Leandro relatou que, na época, houve questionamentos pelo Setor de Licitações quanto aos termos do edital, com restrição de participantes, no entanto Abelardo teria dito para manter o documento daquele jeito.
Em outro ponto do depoimento, Vaguinho teria questionado com o prefeito o valor alto pago à Latina em comparação com a empresa anterior. A Souza Nossa tinha 45 funcionários e recebia mensalmente de R$ 117 mil a R$ 130 mil. Já a Latina trabalhava com 25 pessoas ao custo mensal de aproximadamente R$ 200 mi. Além disso, a prefeitura colocava caminhão à disposição da empresa para a realização de serviços.
Ao MP, Vaguinho disse que o prefeito teria relatado que no contrato com a Latina ninguém iria mexer.