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Sílvia Gandara utilizou a Tribuna para descrever a proposta de projeto de acessibilidade e apresentar o programa de autodefensoria da Apae – Robertinho Coletta/Candeia

Marcelo diz que “sente na pele” a falta de acessibilidade para a pessoa com deficiência e cobrou maior empatia do Legislativo e munícipes – Robertinho Coletta/Candeia

Na sessão do Legislativo, realizada segunda-feira, 21, Silvia Maria de Barros Gandara, diretora da Associação dos Pais e Excepcionais de Bariri (Apae) utilizou a Tribuna para propor aos vereadores projeto de lei que promova acessibilidade às pessoas com deficiência. Ela estava acompanhada de Marcelo Soares Silva, presidente da autodefensoria, além de funcionários, gestores, pais e responsáveis da unidade local.

Basicamente, a solicitação é que os munícipes, ao construir residências e/ou demais edificações, atentem para a instalação de calçadas regulares, de padrão único, que facilitem a acessibilidade de pedestres mais vulneráveis (idosos, crianças) e/ou pessoas com deficiência física e que utilizem cadeira de rodas.

Segundo Sílvia, a proposta surgiu da autodefensoria, um programa de protagonismo social mantido pela Apae, que consiste na representação dos usuários das instituições por meio representantes eleitos pelos seus companheiros.

Através de vídeo, Silvia apresentou o programa e como Marcelo foi democraticamente eleito como autodefensor da Apae de Bariri. O mandato é de três anos. Sobre a função, ela esclarece: “eles têm assento e voz em todas as assembleias e reuniões da diretoria de cada Apae e os representantes estaduais, eleitos em congressos que reúnem usuários de todo o Estado, participam da diretoria da Federação das Apaes do Estado de São Paulo (Feapaes-SP)”.

A diretora ainda citou a relevância da data. 21 de setembro é o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência, que reivindica o direto de cidadania e participação em igualdade de condições. Ressaltou também o fato da instituição viver a Campanha Setembro Verde, que chama a atenção para a inclusão da pessoa com deficiência.

Marcelo utilizou a Tribuna para defender a propositura e aprovação da lei de acessibilidade, através de exigência de calçadas regulares na cidade. Em fala contundente, emocionou os presentes ao descrever como “sente na pele” a falta de acesso aos mesmos bens e serviços comuns às demais pessoas.

Afirmou que o período da pandemia de Covid-19 foi uma boa oportunidade de reflexão para quem busca “uma nova etapa da vida em comunidade”. Defendeu uma sociedade com mais harmonia e empatia – ou seja, a capacidade de se colocar no lugar do outro.

Aproveitou para “puxar a orelha” do Legislativo que ainda mantém uma sala de sessão em piso superior, sem contar com elevadores de acesso.

Sílvia, Marcelo e equipe encerraram a participação apresentando cartazes motivacionais e de representatividade da proposta. Também distribuíram “dicionário da inclusão”, que traz termos corretos e importantes para promover uma sociedade inclusiva e amorosa.