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Marcílio César Frederici de Mello: “quem fez isso atacou toda a Polícia Civil e não está preocupado com a segurança pública” – Robertinho Coletta/Candeia

O delegado titular da Polícia Civil de Bariri, Marcílio César Frederici de Mello, diz que foi aberto procedimento pela Delegacia Seccional de Jaú para apurar a motivação de campanha (adesivos e críticas pela internet) que pede sua saída do cargo no município.

Ele falou sobre o caso na tarde de segunda-feira, dia 6, ao Sistema Belluzzo de Comunicação e ao Jornal Candeia (a entrevista completa está no Facebook do Candeia).

Outra providência tomada pelo delegado foi constituir advogado para responsabilizar os autores da ação caluniosa.

Em alguns locais da cidade há adesivos com o seguinte dizer: “Basta, Bariri não aguenta mais. Queremos um novo delegado titular”.

Na internet foi protocolado abaixo-assinado pedindo a saída do delegado titular de Bariri. A “justificativa” é que Bariri não aguenta mais tanta roubalheira e que é preciso um delegado mais ativo que busque a solução para os problemas da cidade. Até o fechamento desta edição haviam sido coletadas 16 assinaturas.

Segundo Marcílio Mello, quem idealizou a campanha desconhece o trabalho da Polícia Civil.

O adesivo sugere a substituição dele pelo delegado Durval Izar Neto, que ocupa o cargo de assistente ou adjunto na Polícia Civil de Bariri. “Quem fez isso atacou toda a Polícia Civil e não está preocupado com a segurança pública”, afirma Marcílio Mello.

Ele explica que o delegado titular tem a função meramente administrativa da unidade policial. Por outro lado, os dois delegados possuem iniciativa e autonomia funcional. Além disso, os policiais estão sujeitos a correições.

Para o delegado titular, Bariri enfrenta problema com escassez de funcionários. Dos oito policiais civis lotados na Delegacia local, seis estão em idade de aposentadoria.

Sobre a recente onda de furtos no município, Marcílio Mello aponta que a Polícia Civil contabiliza 100% de esclarecimento de crimes graves, como homicídio e latrocínios, e bom índice de esclarecimento de roubos e de furtos.

De acordo com ele, o problema é que no caso de furtos não é possível ter uma prisão rápida do autor dos delitos.

Enquanto não há condenação a pessoa continua a praticar o furto. A legislação não permite retirar infratores de circulação em curto prazo.

Mesmo nos casos de flagrante, os acusados podem ser responder em liberdade após audiência de custódia e voltar a praticar crimes.