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A Polícia Civil de Bariri instaurou inquérito para apurar as lesões sofridas pelo advogado Luis Henrique Marques, 51 anos, na noite de domingo, dia 23. Ele se desentendeu com seguranças no interior do Umuarama Clube.
Segundo informações de familiares, o homem teve a morte cerebral determinada pela equipe médica da Santa Casa de Jaú na manhã de ontem, dia 28.
De acordo com o delegado Durval Izar Neto, o intuito da investigação é apurar as causas que levaram Marques a sofrer ferimentos de natureza grave.
No momento, a Polícia Civil realiza diligências para dispor de imagens de câmeras que possam contribuir com a apuração. Também há tentativa de localizar testemunhas presenciais.
Marques sofreu lesões graves, especialmente na cabeça. Até o fechamento desta edição ele se encontrava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na Santa Casa de Jaú.
Na tarde de segunda-feira, dia 24, o médico Carlos Rodolfo Miras Filho compareceu à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Jaú para registrar boletim de ocorrência.
Contou que recebeu ligação da ex-esposa de Marques (Elisangela Scudilio), pedindo que fosse verificar a situação da vítima, pelo fato de serem amigos.
O médico relatou que esteve no hospital e constatou lesões nos olhos, testa e nuca de Marques, não acreditando se tratar de uma queda. O paciente foi induzido ao coma na UTI e apresentava sangramento interno no cérebro.
A mulher disse a Miras Filho que o advogado foi ao clube e os seguranças do Umuarama o tiraram do local.
O delegado Rodrigo Berbert Pereira, que registrou o boletim de ocorrência na CPJ de Jaú, citou que há testemunhas apenas de um lado dos fatos (versão dada pelos seguranças).
Segundo ele, a natureza das lesões demonstrará se há coincidência com a alegação apresentada pelos seguranças (de uma queda e uma batida involuntária na cabeça).
O delegado mencionou também no documento que Marques, antes de ser internado, mesmo que confuso, estava consciente e tinha possibilidade de acionar a polícia, mas não o fez.

Versão do segurança

O segurança Eduardo de Araujo Alves, 34 anos, compareceu à CPJ de Jaú também na segunda-feira, dia 24.
Disse que trabalhava como controlador de acesso ao clube e que a ex-esposa de Marques trabalhava no bar do clube.
Elisângela teria relatado aos seguranças que o advogado estava ameaçando-a de morte. Posteriormente Marques foi ao clube e pediu duas cervejas. Também teria ameaçado os seguranças, dizendo que se colocassem as mãos nele iriam morrer.
Nesse momento, os seguranças colocaram Marques para fora do clube. De acordo com Alves, o homem estaria agressivo, embriagado e se negava a sair.
Houve necessidade do uso de força para tirá-lo do Umuarama. Ao abrirem o portão, o advogado teria tirado uma chave do bolso e teria investido contra os seguranças com chutes e ameaçando-os de morte. Nesse momento, teria sido contido e acabou batendo a nuca no chão.
Após a queda, como o homem estava desacordado, os seguranças chamaram a ambulância para levá-lo ao pronto-socorro de Bariri. Eles o acompanharam e voltaram ao clube, avisando Elisângela que Marques estava no hospital.

Umuarama emite nota de esclarecimento

A Diretoria Executiva do Umuarama Clube de Bariri publicou nota de esclarecimento em sua página no Facebook.
Segundo a publicação, houve desentendimento no interior do clube entre Luis Henrique Marques e sua ex-esposa perto da praça de alimentação.
Pelo fato de a mulher ter se sentido ameaçada, ela pediu proteção à equipe de segurança que estava monitorando o público no local.
De acordo com a nota, os seguranças retiraram o homem do Umuarama “ante o fato dele se apresentar em estado emocional alterado e a recusa formal do mesmo em sair por livre e espontânea vontade”.
Após ser retirado do clube, Marques teria manifestado intenção em retornar e nesse momento teria sofrido queda que o deixou desacordado.
A equipe de segurança acionou a central de ambulâncias e acompanhou o homem até o pronto-socorro municipal. Na manhã de segunda-feira, dia 24, foi transferido para a Santa Casa de Jaú.
“Dadas as circunstâncias foi lavrado boletim de ocorrência perante a Polícia Civil e estão sendo tomadas as providências legais cabíveis para apuração do ocorrido, dentro do que determina as leis brasileiras, aguardando a realização e conclusão dos trabalhos de apuração pelas autoridades competentes, colocando-se o clube à disposição para as diligências necessárias”, cita a publicação do Umuarama.