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Luis Antônio Baroni Dave foi morto pela própria mãe em Bariri — Foto: Reprodução/Facebook

A mulher que foi presa em flagrante suspeita de matar o próprio filho ao interferir em uma briga entre ele e o irmão no domingo (6), no bairro Domingos Aquilante, em Bariri (SP), será investigada em liberdade.

Durante audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (7), a suspeita, de 47 anos, recebeu o benefício da liberdade provisória por conta de vários fatores, segundo a Justiça. Entre eles, a ausência de antecedentes criminais e o fato de ela possuir residência fixa.

O magistrado também destacou não existirem requisitos para a decretação da prisão preventiva porque “as circunstâncias do crime precisam ser melhor esclarecidas diante da ausência de testemunhas presenciais, especialmente a apuração da presença de eventual excludente de ilicitude”.

O pedido de liberdade provisória foi concedido sem fiança, mas mediante algumas condições, como comparecimento pessoal e mensal obrigatório em Juízo, proibição de frequentar bares, boates e locais onde haja a venda ou consumo de bebida alcoólica, proibição de se ausentar da cidade sem prévia autorização judicial e recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga.

O crime

Segundo o boletim de ocorrência, a mãe informou aos policiais que esfaqueou o filho, Luís Antônio Baroni Dave, de 27 anos, por conta de um desentendimento entre ele e o irmão. A mulher também disse que a briga foi motivada pelas ameaças da vítima, que também teria agredido os familiares.

Ainda de acordo com o B.O., a mãe confirmou que Luís estaria sob efeito de drogas e armado com uma faca. No decorrer das agressões por conta da briga, a suspeita entrou em luta corporal com o rapaz, conseguiu desarmá-lo e deu uma facada nas costas do filho.

Ele chegou a ser socorrido e levado à Santa Casa do município, mas não resistiu aos ferimentos. O outro envolvido na briga teve apenas escoriações leves. A mãe foi presa em flagrante por homicídio e a ocorrência foi encaminhada à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Jaú (SP).

Fonte: G1