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Júri foi realizado na 1ª Vara Judicial de Bariri: condenações acima de 12 anos – Alcir Zago/Candeia

Três réus foram condenados pelo Tribunal do Júri pela morte de Júlio Cesar da Silva, 38 anos, mais conhecido como Chocolate, em janeiro do ano passado. O julgamento ocorreu na quarta-feira, dia 11, na 1ª Vara Judicial de Bariri.

Bruno Gabriel Rodrigues foi condenado a 16 anos e quatro meses de prisão por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, motivo fútil e recurso que impossibilitou defesa da vítima) e corrupção de menor.

Vilson Fransão pegou 15 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado. Dafne Cibele de Souza Cardoso foi condenada a 12 anos e seis meses de prisão por homicídio triplamente qualificado. A pena dela foi menor porque na época do crime ela tinha 19 anos de idade.

Um adolescente que teria participação no delito teve como medida sócio-educativa internação na Fundação Casa.

O advogado Gabriel Cava diz que a defesa dos réus irá ingressar com recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo. Segundo ele, o principal ponto é que as testemunhas de acusação apresentaram depoimentos contraditórios durante a investigação policial e quando foram ouvidas pela Justiça.

 

Golpes

 

No dia 8 de janeiro de 2019 Chocolate deu entrada na Santa Casa de Bariri com ferimentos nas pernas, braços, costas e cabeça.

Conforme o boletim de ocorrência, ele foi espancado com golpes de madeira e arremessos de telha por três suspeitos na Avenida Doutor Antônio Galízia, no bairro Livramento, em Bariri

Segundo informações da família da vítima, as agressões teriam sido motivadas por dívida de R$10 em droga.

A vítima foi internada com traumatismo cranioencefálico e múltiplas contusões cerebrais. Três dias depois ele morreu na Santa Casa de Jaú.

Em seguida, três pessoas acusadas do crime foram presas pelas polícias Civil e Militar. As prisões foram autorizadas pela Justiça para a investigação do caso. Os réus permaneceram detidos até o julgamento, ocorrido nesta semana.