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“A Policlínica é um avanço enorme nos tratamento de reabilitação e manutenção dos casos neurológicos, motores e distúrbios fonoaudiológicos”

Irene Chagas do Nascimento Inácio Rangel

Voltada ao atendimento de fisioterapia e de fonoaudiologia, a Policlínica iniciará o atendimento na terça-feira (22). A informação é da diretoria municipal de Saúde, Irene Chagas do Nascimento Inácio Rangel. Segundo ela, a inauguração deve ocorrer em meados de setembro. O motivo é que nesse período serão feitos os ajustes necessários. Irene comenta também que o Centro de Diagnose retornará os atendimentos em breve. Outros assuntos relacionados à pasta de Saúde são comentados pela diretora na entrevista que segue:

Candeia – A Diretoria Municipal de Saúde desativou no dia 11 de agosto o ambulatório de síndromes gripais e de dengue? Por que essa medida foi tomada e como será o atendimento a partir de agora para casos suspeitos?
Irene – Quando se trata de atendimento a situações específicas de emergências médicas, existe um protocolo a seguir. No caso desse ambulatório, iniciado o controle dos estágios da epidemia e depois que realizamos o trabalho que chamamos de bloqueio, houve controle do avanço da doença. Nossa equipe de vigilância trabalhou de forma muito consistente e incessante, o que fez com que tivéssemos diminuição de incidência. Estamos agora em um patamar de normalidade, há casos, mas a situação está controlada, não justificando a manutenção de um ambulatório específico para esses casos, permitindo que o atendimento seja promovido nos postos de saúde de cada região da cidade.

Candeia – A situação da dengue ainda tem preocupado Bariri e região? O trabalho recente dos agentes aos finais de semana em residências teve o resultado esperado?
Irene – Historicamente a época de maior incidência dos casos de dengue na nossa região de saúde ocorre entre os meses de abril, maio e junho, tendo seu ápice em maio. Assim, os trabalhos são intensificados durante esses meses. A situação está sob controle e o resultado do trabalho de nossa equipe foi muito positivo, nossa equipe trabalhou com efetividade e a população nos ajudou muito, conseguindo assim a diminuição dos casos em nossa cidade.

Candeia – Quais as mudanças com os plantões realizados na ESF 2, antes realizados no Soma 2?
Irene – Após alguns estudos, achamos por bem mudar a modalidade de atendimentos de plantões realizados no PSF 2. Programamos para que os atendimentos sejam feitos de forma domiciliar, em pacientes já cadastrados, que antes tinham que se deslocar até o posto. Tornou-se, dessa forma, mais confortável para o enfermo receber o tratamento em sua casa. Mesmo porque os atendimentos no posto eram muito específicos, e o fluxo de paciente era muito baixo, o que onerava o sistema. Agora podemos identificar pontualmente as necessidades individuais e realizar os tratamentos no domicílio.

Candeia – A Policlínica para atendimento de fisioterapia e fonoaudiologia deve funcionar a partir de que data? Como será o atendimento dessa unidade?
Irene – A Policlínica é um avanço enorme nos tratamento de reabilitação e manutenção dos casos neurológicos, motores e distúrbios fonoaudiológicos. Como em toda área de saúde, esse projeto cercou-se de cuidados específicos que foram otimizados com todo zelo pela nossa equipe. A unidade vai começar a funcionar na terça-feira, dia 22. Pretendemos inaugurá-la em meados de setembro. Até lá, a ideia é fazer os ajustes necessários. O atendimento será efetuado nos moldes de referência e contra-referência, ou seja, de acordo com os encaminhamentos médicos. É na verdade um grande avanço para essas áreas de tratamento que terão um local adequado com sistematização dos atendimentos, dotado de estrutura e equipamentos específicos, podendo assim serem mais efetivos, eficazes e eficientes.

Candeia – O Centro de Diagnose está fechado há um bom tempo para reforma. Quando a unidade retomará os serviços e que atendimentos serão ofertados pelo posto?
Irene – O Centro de Diagnose passa por reformas, e reforma é uma caixinha de surpresas. Diversos contratempos afetaram a programação de término dos serviços e demandaram uma série de adequações no projeto. Essas interrupções afetaram sobremaneira a programação de saúde para esse ano de 2023, e estamos tomando todas as medidas possíveis e cabíveis para sanar todos os problemas à medida que eles surgem. Estamos caminhando para o fim das obras, e, em breve, se nenhum outro entrave surgir, estaremos entregando mais esta unidade totalmente remodelada. Assim poderemos realizar todos os atendimentos de especialidades que sempre foram realizados nesse posto, agora com um lugar muito melhor organizado para a população de Bariri.

Candeia – Há perspectiva em curto prazo do atendimento médico em horário estendido em unidades de saúde?
Irene – Sim, após a conclusão dos reparos no prédio do Soma 2, quando a equipe de saúde do Soma 2 voltará ao seu local de origem, programamos a realização de um horário estendido de atendimentos no prédio da Estratégia da Saúde da Família 2, com a finalidade de atender parte da população que fica impossibilitada de dirigir-se aos postos de saúde durante o dia, assim também desafogando os atendimentos da nossa Santa Casa.

Candeia – A Santa Casa passou por amplo processo de informatização de setores. Quais as perspectivas da Diretoria Municipal de Saúde com essa mudança?
Irene – A Santa Casa passa por uma implantação de um sistema informatizado que pode ser extremamente benéfico para a saúde de Bariri, apontando para dados estatísticos que podem ajudar nas programações dos planos de saúde municipais, ajudando nas ações que devem ser realizadas em cada setor da cidade e melhorando o atendimento. O trabalho conjunto entre a Diretoria de Saúde e a Diretoria da Santa Casa ocorre de forma bastante afinada, buscando o melhor para nossa cidade, e é certo que mudanças trazem alguns percalços, e podem levar um tempo para que se acomodem, mas tudo está sendo feito para melhorar o serviço ao cidadão.

Candeia – A farmácia central é um setor informatizado em Bariri. Esse projeto deverá ser estendido para a rede municipal de Saúde como um todo? Por quê?
Irene – A Farmácia Central foi um setor informatizado e que precisou de muitos ajustes para funcionar com a excelência de hoje, assim como toda a rede municipal deve passar a funcionar de forma informatizada, gradativamente, fato que esta já está acontecendo. Tome por exemplo o Setor de Odontologia, que já está funcionando de forma totalmente informatizada. Nosso setor de TI tem trabalhado de maneira bastante eficiente, desenvolvendo um trabalho de suma importância. Como dissemos, toda mudança gera desconforto, porém, é de fundamental prioridade que todos os setores se conscientizem da real necessidade da informatização. E nós sabemos que, com a iniciativa da gestão e com a colaboração dos servidores e conscientização da população, daremos um grande salto nessa área.

Candeia – A Saúde tem sido um dos principais alvos de críticas pela oposição. Como a senhora encara essas críticas?
Irene – A Saúde sempre foi alvo de críticas de qualquer oposição em qualquer tempo político. Desde o ano de 1988, em uma Constituição que anunciou que a saúde é direito de todos (grife-se todos) e dever do estado (município, estado e união), criou-se uma responsabilidade quase que infinita. O Sistema Único de Saúde (SUS) é o melhor sistema de saúde do mundo, porém, é muito custoso e cria responsabilidades infinitas para o município, ente mais próximo da população, necessitando de um olhar mais cuidadoso de nossos representantes estaduais e federais. Importante é deixar claro que muitos dos problemas de saúde que acontecem em Bariri não são exclusivos do nosso município. Logo, estamos preparados para receber sugestões, críticas, conselhos… Mas sabemos que o problema maior não são as críticas, e sim aqueles políticos de ocasião que usam a população para buscar “likes” nas redes sociais, buscar uma forma de aparecer. Contra esse tipo de pessoas, nada estará bom nunca. Mas seguimos em frente, além do mais, como eu gosto de pensar, as críticas, quando são construtivas, nos levam para um patamar mais alto, nos impulsionam e nos fazem buscar soluções criativas. Assim, continuamos a fazer nosso melhor, que é atender a todos e, especialmente, aos mais necessitados, com dignidade e respeito.