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Falta de cinto de segurança e uso de celular estão entre as maiores infrações

11 maio, 2019

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Raul Salvador Bollini

“A diminuição no número de infrações passa pela conscientização de condutores e pedestres e parceria com a Polícia Militar local, responsável pela fiscalização de trânsito”

O responsável pelo Setor Municipal de Trânsito, Raul Salvador Bollini, comenta que motoristas que não usam o cinto de segurança e que falam ao celular enquanto dirigem estão no grupo dos que mais são autuados em Bariri. A fiscalização do trânsito na cidade é feita pela Polícia Militar (PM). O Movimento Maio Amarelo tem como proposta chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo. Segundo ele, “o maior problema com trânsito em nossa cidade está no número de veículos que buscam a região central”. Bollini é funcionário público há 30 anos. Exerce suas funções como agente administrativo no Setor de Trânsito há sete anos. É membro do Conselho Municipal de Trânsito (Comutran).

Candeia – Quais as prioridades do Setor de Trânsito?
Bollini – O objetivo do Setor de Trânsito é proporcionar instrumentos e condições para que o processo de circulação de veículos e pessoas desenvolva-se com padrões adequados de acessibilidade, mobilidade, fluidez e principalmente segurança, buscando sempre a otimização dos recursos humanos, materiais e financeiros destinados à resolução dos problemas de trânsito do município, visando reduzir ou até mesmo eliminar esses problemas.

Candeia – Como superar o desafio de conciliar uma frota que cresce a cada dia com uma malha viária que aumenta em proporção bem menor?
Bollini – O Setor de Trânsito realiza constantemente estudos de engenharia de tráfego para atestar a viabilidade de alterações viárias que possam trazer melhorias no trânsito da cidade. Hoje, temos em nossa cidade, uma frota de veículos registrados em Bariri, de aproximadamente 25 mil veículos. Como a malha viária de nossa cidade, principalmente na região central, continua a mesma, busca-se sempre otimizar o trânsito existente, pensando principalmente em segurança e fluidez. Se formos analisar hoje, o maior problema com trânsito em nossa cidade está no número de veículos que buscam a região central. Políticas de implementação de vagas especiais de estacionamento especial para idosos e portadores de necessidades especiais estão sempre sendo atualizadas, bem como a instalação de novos pontos para estacionamento exclusivo para motocicletas. Além disto, desde o ano passado, uma nova empresa de ônibus circular está operando em nossa cidade, voltada a todos os munícipes. Lembramos que, ao aumentar o número de usuários de transporte coletivo, o número de veículos em circulação tende a diminuir.
Candeia – Como o setor tem trabalhado a educação para o trânsito?
Bollini – Anualmente, em parceria com a Polícia Militar de nossa cidade, juntamente com a Diretoria Municipal de Educação, procuramos realizar campanhas educativas, voltadas para as crianças de nossa rede municipal de ensino, realizando trabalhos e estudos junto a elas, pois, segundo estudos em nível nacional, as crianças levam até os seus lares o que aprendem. Desta forma, torna-se imprescindível que eduquemos nossas crianças desde cedo, a respeitar as normas de trânsito e boa conduta.

Candeia – Quais são as infrações mais comuns no trânsito de Bariri? Como reduzir os índices?
Bollini – Os maiores índices de infrações em nossa cidade são: deixar o condutor de usar o cinto de segurança; dirigir veículo utilizando-se de telefone celular; estacionar em local e horário de estacionamento e parada proibidos pela sinalização; estacionar em desacordo com a regulamentação especificada pela sinalização; e usar no veículo equipamento com som em volume e frequência não autorizados pelo Contran. A diminuição no número de infrações de trânsito passa por dois pontos principais: conscientização de condutores e proprietários de veículos, bem como de pedestres, no sentido de estarem sempre atentos as normas de trânsito; e parceria com a Polícia Militar local, responsável pela fiscalização de trânsito em nossa cidade. O trabalho da Polícia Militar é contínuo no intuito de conscientizar e promover a observância das normas de trânsito. Estamos sempre em contato com a mesma para que consigamos diminuir não somente estes índices, mas para colhermos outros dados sobre o trânsito local, no intuito de melhorarmos nosso trânsito.

Candeia – Qual o posicionamento do senhor sobre Zona Azul e abertura das ruas em frente e atrás da Igreja Matriz?
Bollini – A Zona Azul tem o objetivo de promover a rotatividade das vagas de estacionamento, racionalizar o uso do sistema viário na área central, organizar e disciplinar o espaço urbano de forma a aumentar a oferta de vagas. Quanto à abertura de ruas, o número de vagas para estacionamento que seriam criadas seria pequeno, visto termos que utilizar parte destas vagas para colocar as vagas de estacionamento exclusivo de motocicletas, levando-se em consideração, que nas esquinas, não se pode estacionar a menos de cinco metros do meio-fio, de acordo com o CTB. Desta forma, pouco se criará neste sentido. O que poderia melhorar seria a fluidez do trânsito. Mas vale ressaltar que, ao abrir estas vias, serão criados quatro novos cruzamentos com grande fluxo de veículos, o que poderá trazer mais complicações neste sentido.

Candeia – O senhor poderia adiantar se haverá mudanças no trânsito da cidade nos próximos meses? Em caso positivo, quais?
Bollini – O Setor de Trânsito está sempre atento a possíveis melhorias em nosso trânsito. Desta forma, nenhuma alteração está fora de cogitação. De momento, estudamos algumas alterações pontuais em nosso trânsito, para melhoria de segurança e fluidez, tais como problemas de visibilidade, dentre outros.

Trânsito mata mais que crimes violentos

Maio é o mês de conscientização sobre a violência no trânsito e a realidade no Brasil ainda é preocupante. Segundo um levantamento realizado pela Seguradora Líder, administradora do Seguro DPVAT, em nove estados brasileiros o trânsito deixou, em 2018, mais vítimas fatais do que os crimes de homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte.
O levantamento compara o total de indenizações pagas por morte pelo seguro obrigatório e os dados das Secretarias Estaduais de Segurança Pública. São Paulo e Minas Gerais lideram a lista, com 5.462 e 4.127 sinistros pagos por acidentes fatais no trânsito contra 3.464 e 3.234 óbitos por crimes violentos, respectivamente.
Os nove estados somaram mais de 17 mil pagamentos do Seguro DPVAT destinados à cobertura por morte, representando 46% do total de sinistros pagos por acidentes fatais em todo o país no ano passado. Já os crimes violentos somaram 12.559 óbitos no mesmo período.
Em todos os estados, as motocicletas estiveram entre os veículos com maior participação nos acidentes fatais. Os números reforçam a distância do Brasil em relação ao cumprimento da meta fixada junto à Organização das Nações Unidas (ONU), em 2011.
Na época, quando o país selou o compromisso de reduzir pela metade o quantitativo de vítimas fatais no trânsito, eram registradas 24 mortes a cada 100 mil habitantes. Em 2018, a dois anos do fim do acordo, a média foi de 21.
Apesar do crítico cenário, os dados indicam que os acidentes vêm diminuindo. Em 2017, nos nove estados citados, foram pagas mais de 19 mil indenizações do Seguro DPVAT à cobertura por morte.
Em comparação ao ano passado, houve uma queda de 8%. Os números da Polícia Rodoviária Federal da Polícia Rodoviária Federal ainda mostram que, em 2018, foram registrados 69.114 acidentes de trânsito nas rodovias federais de todo o país. Deste total, 5.259 foram fatais. Já em 2017, foram contabilizadas 89.547 ocorrências, com o óbito de 6.245 vítimas.
“Apesar da redução dos acidentes e das mortes, os números ainda revelam um cenário preocupante da violência no trânsito brasileiro. Dados da PRF mostram que, no ano passado, as principais causas das ocorrências foram falta de atenção à condução, desobediência às normas de trânsito pelo condutor e velocidade incompatível com o limite”, afirma Arthur Froes, superintendente de Operações da Seguradora Líder.
“Ainda é importante lembrar que o país obteve, pela OMS, a pior classificação referente ao limite de velocidade em áreas urbanas. Com isso, torna-se fundamental o constante investimento em prevenção, educação e medidas cada vez mais rigorosas de fiscalização”, finaliza ele.

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