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Abelardo Maurício Martins Simões Filho – “Estamos lutando para manter os serviços o máximo possível, mas isso passa pela redução de todo o passivo que já existia e de buscar parcerias e fontes de recurso para que a Santa Casa seja sustentável”

 

Na edição comemorativa do aniversário de emancipação político-administrativa de Bariri, o Candeia entrevista o prefeito Abelardo Maurício Martins Simões Filho (MDB). Segundo ele, o problema mais grave a ser enfrentando é a situação da Santa Casa. A manutenção do atendimento hospitalar passa pela redução das dívidas e da busca de parcerias e de recursos para que o hospital seja sustentável. O prefeito ressalta que isso irá ocorrer somente com a união de todos no município. Perguntado se Bariri pode manter apenas os serviços de pronto-socorro, Abelardo Simões diz que é uma possibilidade, mas que serão esgotadas as medidas para que o atendimento hospitalar continue. Na entrevista, ele fala também dos primeiros meses de governo e os motivos pelos quais obras de recapeamento e de tapa-buraco estão a passos lentos no município.

 

Candeia – Que presente o senhor gostaria de dar a Bariri?

Abelardo Simões – Este é o primeiro aniversário da cidade comigo na prefeitura. Nos próximos quatro anos vamos presentear a população de Bariri com muitas melhorias e progresso. Isto já está acontecendo. Mas neste ano, o maior presente que eu gostaria de dar para Bariri é a vacina para toda a população. Para que possamos retomar nossas vidas com normalidade, sem medo de viver e abraçar nossos entes queridos. Temos cobrado bastante isso em Brasília e São Paulo. Tenho esperança de que todos estarão vacinados até outubro, para nossas famílias ficarem mais seguras.

 

Candeia – Há quase seis meses do início de sua gestão, que avaliação o senhor faz do andamento das ações do governo?

Abelardo Simões – Temos muitos desafios. Infelizmente encontramos a prefeitura parada no tempo. A gente conversa com os servidores e vemos que eles possuem muita iniciativa, precisam de melhores condições de trabalho e, infelizmente, não eram ouvidos. Vejam o “barracão” da prefeitura. Em poucos meses já é outro lugar e o trabalho rende melhor. É o que vamos fazer nos vários setores. Dar melhores condições para nossos servidores atenderem a população. Além disso, herdamos o sucateamento da saúde (especialmente da Santa Casa), das escolas municipais, a falta de infraestrutura nas ruas e áreas públicas da cidade. A falta de água em muitos bairros. Os desafios financeiros também são muito sérios. Os primeiros seis meses são um período de adaptação, aprendizado e de semear os projetos junto aos governos estadual e federal. Buscar verbas e colocar “ordem na casa”. Infelizmente, não tivemos uma transição verdadeira e por isso os primeiros meses foram de diagnóstico de vários problemas que a população já enfrentava, mas que nos aprofundamos nas causas disso tudo para corrigir. Mas, a implantação de toda mudança gera algum desconforto e dúvidas. É preciso tempo para organizar a administração. É como “trocar o pneu com o carro andando”.

 

Candeia – Como avalia o ambiente político de Bariri?

Abelardo Simões – As disputas políticas precoces, bem como o fato de Bariri ter tido nove prefeitos em 12 anos, atrasaram demais nossa cidade. É contra isso que lutamos. Infelizmente alguns poucos não entendem isso e preferem “ferver o caldeirão”. Vou dar um exemplo claro de como a “guerrinha” política atrasa nossa Bariri. Quando eu entrei mudei o gabinete que era uma sala com 78m² para uma salinha menor, com 13m². No antigo gabinete iniciei uma reforma com valor aproximado de R$ 17 mil e onde vamos colocar todo o setor financeiro e de compras da prefeitura para integrar melhor essas equipes. E com isso vamos abrir espaço para melhorar o atendimento no paço municipal e até fazer a obra de acessibilidade da Câmara no 2º andar. Mas aí, na “boca miúda”, inventam que o prefeito está reformando o gabinete com mármore, móveis caros e vai gastar mais de R$ 200 mil. Mentira deslavada. E se eu perder tempo desmentindo todo boato e distorção que criam eu não trabalho. Na verdade, a intenção é essa. Atrasar-nos. Só um recado para os “boateiros”. Eu não estou reformando minha casa e nem pretendo morar no antigo gabinete.

 

Candeia – Recentemente o Candeia divulgou R$ 1,3 milhão em emendas de deputados para Bariri. Qual o destino desses recursos?

Abelardo Simões – É mais! Nestes cinco primeiros meses Bariri já conquistou ou encaminhou pedidos junto ao governo federal e estadual que somam mais de R$ 4 milhões. A maioria dessas verbas foi através do nosso trabalho político, mas temos também a atuação dos vereadores com suas bases. Eu mesmo procuro sempre ser acompanhado pelo vice Fernando Foloni, por vereadores e lideranças nestas reuniões porque sei a importância disso para a cidade. Bariri tem um orçamento próprio muito “apertado” e o recurso para investimento vem quase todo de São Paulo e Brasília. Por isso, cobramos todos os deputados que tiveram votos em Bariri, independente de seus partidos e grupos políticos para que apoiem nossa cidade. Quem ajudar será reconhecido. Porque o ano que vem está aí e o cidadão de Bariri vai poder cobrar em quem votou. E com isso já levantamos muitas verbas. Não é tudo imediato. Algumas delas dependem de projeto e um processo administrativo para liberação. Mas já é investimento para a cidade nos próximos anos. A maioria delas é para custeio da saúde, por conta da pandemia e dos altos gastos no tratamento da Covid-19. Mas temos também verbas de investimento para a saúde que serão usadas para obras, aquisição de veículos da saúde, temos verbas para reforma de escolas, iluminação pública e estamos buscando mais verbas para infraestrutura. Teremos R$ 500 mil do deputado Baleia Rossi com a finalidade de investir na melhoria das ruas da cidade. Agora é tempo de semear. E vamos colher nos próximos anos, quando todas essas verbas fizerem seus trâmites normais e forem aplicadas na cidade.

 

Candeia – Uma questão complicada que vem se arrastando há anos diz respeito à Santa Casa. Qual sua expectativa para a manutenção dos serviços no hospital?

Abelardo Simões – Esse é o problema mais grave de Bariri e o paciente (Santa Casa) já estava na “UTI”. Estamos lutando para manter os serviços o máximo possível, mas isso passa pela redução de todo o passivo que já existia (dívidas e problemas jurídicos) e de buscar parcerias e fontes de recurso para que a Santa Casa seja sustentável. É nisso que estamos trabalhando. Mas sem a união do Executivo e do Legislativo, da classe médica, da sociedade civil e dos órgãos de fiscalização será impossível. Porque o ambiente da Santa Casa é muito sensível, pelo tipo de serviço que é prestado (saúde) e ainda mais com a pandemia. Não pode virar “fogueira de vaidades” e nem “barril de pólvora política”. Só assim teremos uma chance de salvar a Santa Casa.

 

Candeia – O senhor considera a possibilidade de o município assumir apenas os serviços de urgência e emergência?

Abelardo Simões – Esta é uma possibilidade. Principalmente se não conseguirmos manter a Santa Casa sustentável. Mas vamos esgotar todas as possibilidades, antes de pensar nesse cenário. Por enquanto estamos lutando por verbas, enfrentando os processos judiciais que já existiam, buscando parcerias e paz na Santa Casa exatamente para evitar isso.

 

Candeia – Como o atual governo pretende cumprir acordo com a Promotoria de Justiça para que haja maior transparência nos gastos da Santa Casa?

Abelardo Simões – A direção da Santa Casa já está trabalhando nestas ferramentas. Pegamos uma Santa Casa destruída, sem transição e já tivemos que enfrentar o pior momento da pandemia na nossa região com muitas mortes. Quando estamos no “olho do furacão”, a prioridade é a assistência hospitalar. Por isso algumas questões administrativas ficaram um pouco confusas. Por exemplo, é preciso escriturar melhor a movimentação das receitas, mas sem que haja risco de penhora indevida de valores que são repassados para pagar os serviços prestados. Tudo isto foi discutido com o Ministério Público, que acaba nos auxiliando com a fiscalização, a aprimorar a gestão.

 

Candeia – Algumas licitações feitas pela prefeitura foram alvo de questionamentos. Como o senhor avalia essa questão?

Abelardo Simões – Os primeiros meses são de adequação e ajustes administrativos. Inclusive licitando e terceirizando serviços para aprimorar a prestação dos serviços públicos em favor da população. Neste primeiro momento, tudo que foi questionado no Tribunal de Contas eu optei por revogar e refazer, exatamente para demonstrar transparência, porque os órgãos de fiscalização (Câmara e Tribunal de Contas) existem para isso. Estamos sempre abertos ao diálogo e agradeço as orientações quando pretendem a melhoria da administração. Foi o que aconteceu nestes casos. Mas se isso começar a ser usado como expediente político para atrasar a administração adotaremos outras medidas. Tivemos duas situações que optei por refazer, sem problemas. O importante é resolver rápido a burocracia para soltar os serviços na rua para a população. O que eu não vou admitir é que a idoneidade dos funcionários de carreira que atuam no setor há muitos anos seja questionada, como aconteceu recentemente com uma empresa que atacou uma decisão administrativa sugerindo “má-fé” na conduta. Eles são técnicos. Respeitam a regras. Se a Justiça ou os órgãos de controle entenderem diferente, tudo bem. Mas alegações infundadas e irresponsáveis sobre “má-fé” de quem sempre “carregou o piano” na cidade eu não aceito.

 

Candeia – Qual a previsão do governo quanto ao retorno das aulas presenciais na rede municipal?

Abelardo Simões – A decisão é técnica, avaliada em conjunto com o cenário da pandemia na região e no estado. O importante é que o retorno ocorra com segurança para os profissionais da educação, para as crianças e seus familiares. E isso depende muito da evolução da doença e da vacinação. Não será nos próximos dias.

 

Candeia – Uma reclamação constante da população é com buracos em ruas. Por que a obras de recape licitadas ainda não tiveram início? Em relação ao tapa-buraco, como está o serviço?

Abelardo Simões – Muito boa a pergunta. Porque são em situações como essas que descobrimos a diferença entre o discurso de alguns e como as coisas funcionam de verdade. O recurso é de convênio federal. Funciona assim… primeiro você licita e quando a licitação está pronta você envia a documentação para a Caixa Federal. Eles analisam e isso é enviado para Brasília, onde o Ministério responsável (no caso, o de Infraestrutura) dá o “ok” e espera ter recurso em caixa para autorizar o início da obra. Ou seja, licitar é apenas uma fase do processo. Quem diz que “deixou tudo pronto, porque licitou”, está faltando com a verdade. Enviamos toda a documentação para a Caixa Federal que solicitou algumas alterações e após essa análise isso vai para o Ministério. Aí entra nosso trabalho político para liberar o mais rápido possível a verba. Essa questão de convênios é complexa e demora. Por isso que eu digo que estamos semeando agora para colher adiante. Fora os “abacaxis” que encontramos como obra finalizada e sem prestação de contas final (praça do Jardim Esperança 2), que levou o nome da prefeitura de Bariri para o Cadin Estadual e tivemos que resolver com muita dedicação dos servidores para não perder verbas. Esse é o nosso desafio interno. Para a população eu aproveito para dizer que estamos trabalhando nessa liberação e já estamos garantindo mais verbas para recape em outras ruas da cidade. Quanto ao “tapa-buracos” tem muito bastidor acontecendo. Vou dar um exemplo… A usina de asfalto da cidade funciona no mesmo lugar desde a década de 70. Passaram muitas administrações e tudo certo. Agora houve uma denúncia anônima recente na Cetesb que a usina é irregular. Logo agora? No início do meu mandato? E quem sofre com a denúncia é a população que fica sem os serviços básicos, inclusive de “tapa-buracos”! Tudo bem. Eu vou correr atrás e vou corrigir, mesmo que leve um tempo. Mas é engraçado observar como tudo que estava errado, de repente, “forças ocultas” querem que eu resolva em apenas seis meses. Usina de asfalto, Santa Casa, progressão do magistério, convênios travados, etc. Talvez seja exatamente pela minha energia e disposição em mudar as coisas que a cobrança está sendo maior. Mas estamos aí para enfrentar! E vamos vencer!

 

Prefeito testa positivo para Covid-19

 

O prefeito de Bariri, Abelardo Maurício Martins Simões Filho (MDB), testou positivo para Covid-19. A informação é da assessoria de Gabinete do Executivo.

Segundo a nota, Abelardinho começou a passar mal na manhã de segunda-feira (7) com dores no corpo e um pouco de febre.

Diante dos sintomas apresentados, imediatamente foi realizado o cancelamento dos compromissos do dia e dado início ao isolamento, conforme orientações médicas e da Diretoria Municipal de Saúde.

Os exames foram realizados na terça-feira (8), com resultado positivo. Conforme a assessoria, o prefeito passa bem, assim como sua família. Os sintomas apresentados são leves e seu quadro clínico segue sendo monitorado com atenção. Até o fechamento desta edição, Abelardo Simões recuperava-se bem da doença, com o tratamento em casa.