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Mozart Marciano – “Não podemos correr o risco de sermos envolvidos por uma nova onda que por ventura possa surgir”

 

Há uma semana a Santa Casa de Bariri comemorou o fechamento simbólico da ala destinada a pacientes com Covid-19, inclusive casos suspeitos. Para o gestor geral do hospital, Mozart Marciano, mesmo com queda nos casos e óbitos, é preciso que a Santa Casa esteja em alerta, principalmente para novas variantes do vírus que possam surgir. Segundo ele, desde fevereiro as despesas com a pandemia aumentaram bastante, deixando as finanças do hospital em situação bastante complicada. Na entrevista ao Candeia, Mozart elogia o trabalho desenvolvido pelo Conselho Superior de Administração da Santa Casa de Bariri e afirma que em breve serão apresentados os reais custos do hospital e a previsão orçamentária.

 

Candeia – Qual o impacto no dia a dia da Santa Casa da decisão judicial que não permite mais o bloqueio das contas do hospital?

Mozart – Essa medida liminar impactará no sentido de dar administrabilidade ao hospital. As contas de repasses de verbas públicas direcionadas à saúde, não estando passíveis de bloqueios por processos trabalhistas, facilitam muito cumprirmos os pagamentos dentro das datas previstas e de forma preconizada pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

 

Candeia – Como estão os trâmites para cumprimento da decisão judicial, como a abertura da conta específica em banco?

Mozart – Estamos no presente momento aguardando a rubrica do Banco Central.

 

Candeia – Em relação ao TAC firmado com o Ministério Público, que medidas foram colocadas em prática? Há alguma pendência?

Mozart – Estamos dentro dos prazos estabelecidos pelo TAC para realizações dos ajustes de conduta. Algumas medidas são de caráter mais demorado para implantações, no entanto, é vital a continuidade dinâmica de suas implantações para melhor funcionamento da Santa Casa de Bariri.

 

Candeia – Como tem sido a atuação do Conselho Superior de Administração da Santa Casa de Bariri? Que ações foram tomadas e planejadas em relação à gestão do hospital?

Mozart – O Conselho Superior de Administração está sendo de fundamental importância nas ações de cumprimento do TAC, bem como nas orientações de caráter administrativo. Estamos estabelecendo melhor entendimento do funcionamento da Santa Casa, para adotarmos fluxograma e seus respectivos organogramas, com a finalidade de estabelecer protocolos internos bem definidos na parte administrativa. Também apresentaremos em breve os reais custos da Santa Casa bem como a previsão orçamentária. Na parte clínica estamos estabelecendo dimensionamento no setor de enfermagem, com a diminuição dos casos de Covid-19.

 

Candeia – Como está a utilização de alas da Santa Casa que passaram por reforma? Há previsão de alteração da porta de entrada do pronto-socorro?

Mozart – Ainda estamos em estudo sobre essa possibilidade, que será levada em consideração com a fundamental participação do conselho administrativo.

 

Candeia – A Santa Casa comemorou no fim de semana passado o fechamento simbólico da ala da Covid-19. Numa perspectiva otimista de redução de casos e óbitos relacionados à doença, que medidas serão tomadas no atendimento do hospital e do pronto-socorro?

Mozart – O hospital deve permanecer em estado de alerta. Não podemos correr o risco de sermos envolvidos por uma nova onda que por ventura possa surgir. As variantes desse vírus são, como vem sendo constatado, de alto grau de malignidade e acreditamos ser muito precoce o ato de cortarmos determinados serviços implantados durante o período critico de pandemia, lógico que podemos otimizar recurso, sem nunca deixarmos de ter atenção numa possível nova onda de Covid-19.

 

Candeia – De que forma a Covid-19 impactou no cotidiano da Santa Casa, considerando uso de recursos financeiros e na gestão de pessoal?

Mozart – Os custos hospitalares aumentaram de maneira exponencial desde fevereiro, deixando nossa Santa Casa, que já era deficitária, em uma situação bem complicada, apesar dos novos recursos ainda estamos levantando os prejuízos causados e a perspectivas para os próximos meses.

 

Santa Casa faz fechamento simbólico de ala

Padre Ériko Thiago Nogueira realizou bênção no sábado, dia 31 – Divulgação

No fim de julho, de forma simbólica, a Santa Casa de Bariri fechou a ala destinada a pacientes positivos ou suspeitos de Covid-19.

Trata-se de um reflexo da redução do número de casos e de mortes pela doença em decorrência do avanço da vacinação.

Para marcar esse momento houve bênção especial na manhã do sábado (31) pelo padre Ériko Thiago Nogueira.

O hospital continua a atender normalmente casos de Covid-19, conforme destacou o gestor geral, Mozart Marciano, na entrevista ao Candeia.

Em boletins divulgados no site da Santa Casa de Bariri constaram que entre os dias 2 e 4 de agosto apenas um leito estava ocupado por paciente com Covid-19. A unidade intermediária (smi-UTI) ficou sem pacientes nesses três dias.