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Abelardo Maurício Martins Simões Filho – “Temos discutido alguns nomes, pessoas que tenham capacidade técnica, de gestão e compromisso não só com o trabalho a ser executado como também com todos os baririenses”

 

O prefeito eleito de Bariri, Abelardo Maurício Martins Simões Filho (MDB), irá assumir o governo municipal em pouco mais de um mês. Após a vitória nas urnas, no domingo (15), ele iniciou nessa semana reuniões com o vice eleito, Luis Fernando Foloni (Cidadania), vereadores e estafe político para decisões que devem ser tomadas até o fim do ano. Uma das mais urgentes é a definição dos cargos do primeiro escalão. Segundo Abelardinho, o objetivo é buscar nomes com capacidade técnica, de gestão e compromisso com o trabalho. Especificamente na Educação, pretende ouvir professores e funcionários para definir o nome do responsável pela pasta. Na entrevista ao Candeia, ele fala a respeito da transição de governo, como avalia o resultado das urnas, entre outros assuntos.

 

Candeia – Qual sua avaliação sobre o resultado da eleição no domingo?

Abelardinho – Ficamos muito felizes que a população nos abraçou e que nossa ideia de uma mudança foi compreendida e aceita. Bariri necessita dessa transição de geração. O importante agora é esquecer a política e as diferenças e pensarmos em toda população. Somente assim iremos de verdade fazer as mudanças necessárias.

 

Candeia – Que expectativa tem em relação à Câmara Municipal?

Abelardinho – Trabalhar em harmonia e bom diálogo em prol justamente daquilo que a população necessita: resolução dos problemas atuais e a construção de uma Bariri melhor todos os dias.

 

Candeia – Como estão as tratativas com o atual governo para a transição administrativa?

Abelardinho – Iniciamos o diálogo com o chefe de gabinete e o vereador eleito pelo PSDB. Estamos aguardando uma reunião com nosso atual prefeito para que possamos de fato fazer a transição de forma pacífica, organizada e bem planejada. O momento pede serenidade, união e responsabilidade para com nosso município e as pessoas que aqui vivem.

 

Candeia – O senhor definiu nomes para os cargos de primeiro escalão? Que perfil terá os diretores?

Abelardinho – Temos discutido, sim, alguns nomes, pessoas que tenham capacidade técnica, de gestão e compromisso não só com o trabalho a ser executado como também com todos os baririenses. Em paralelo, na Educação a escolha será feita pelos próprios professores e funcionários da pasta.

 

Candeia – Quais as primeiras ações de governo a partir de janeiro?

Abelardinho – Na campanha divulgamos 15 ações necessárias para os 100 primeiros dias de governo, envolvendo várias áreas, e dentre elas as principais sem dúvidas serão a Saúde e geração de empregos.

 

Candeia – A intervenção na Santa Casa foi prorrogada até o fim deste ano. Como pretende conduzir essa questão a partir de janeiro?

Abelardinho – Este é um assunto que temos debatido muito, não só em razão da instituição Santa Casa, como também pela promoção dos serviços de saúde aos munícipes. Nos próximos dias e semanas vamos nos aprofundar sobre o assunto.

 

Candeia – O atual governo está reformando o primeiro andar do Hospital São José para implantação de ambulatório da Covid. O senhor pretende manter esse projeto ou alterá-lo?

Abelardinho – Ainda não tivemos acesso ao projeto da obra, nem tão pouco as informações orçamentárias. Nossa prioridade será sempre de trabalhar com transparência e dados corretos, para que possamos adotar medidas quem possam ir ao encontro das necessidades da população. Seria prematuro então agora pontuar algo neste sentido sem um estudo prévio.

 

Candeia – Na parte educacional, praticamente neste ano todo não houve aulas presenciais por causa da pandemia. Qual sua expectativa para 2021, considerando também que muitos alunos não têm acesso à internet?

Abelardinho – Precisamos saber como será a postura do governo estadual frente a esta questão pensando a partir do ano que vem. A prevalência do ensino dos alunos é fundamental, mas não podemos gerar riscos à saúde deles, e o ensino à distância representa, sim, uma ferramenta importante neste sentido, que precisa ser aprimorado em sua estrutura, o que passa necessariamente por melhores condições aos alunos e professores. Precisamos fazer uma gestão participativa, o diálogo tem que ser aberto com nossos educadores e os pais dos alunos, todos precisam ser ouvidos.

 

Candeia – O senhor pretende negociar a manutenção do sistema apostilado Anglo – já que há informações de que a empresa não iria mais atender o poder público – ou irá realizar nova licitação para o material?

Abelardinho – Também é prematuro dizer algo sem ter informações atualizadas e corretas em mãos, estamos em um momento delicado de autorização e implantação do governo de transição. Este, como outros assuntos, carecem de aprofundamento, de estudo e de diálogo com a sociedade e atual governo.