
“As decisões são tomadas colegialmente no conselho dos presbíteros, levando em conta as opiniões das comunidades e orientadas por um conselho consultivo” (Divulgação)
Em entrevista ao Candeia, o bispo de Diocese de São Carlos, Dom Francisco Carlos da Silva, explica que o processo de transferência de párocos é realizado para atender de forma mais eficiente às necessidades específicas das comunidades. Segundo ele, o intuito é garantir que cada paróquia tenha a liderança adequada para prosperar em sua missão. “Iniciamos com uma análise criteriosa das necessidades de cada paróquia, avaliando as competências e experiências de cada padre”, conta Dom Francisco. “As decisões são tomadas colegialmente no conselho dos presbíteros, levando em conta as opiniões das comunidades e orientadas por um conselho consultivo.” Nascido em Tabatinga em 30 de setembro de 1955, Dom Francisco foi empossado primeiro bispo da Diocese de Jaú em 7 de setembro do ano passado, quando ela foi instalada. Ele iniciou os estudos para ser ordenado padre em 1976. Recebeu o Sacramento da Ordem nos graus de diácono em janeiro de 1982 e de presbítero em dezembro do mesmo ano. Durante a transferência de Dom Joviano de Lima Junior de bispo de São Carlos para arcebispo de Ribeirão Preto, o então cônego Francisco Carlos da Silva foi eleito Administrador Diocesano “sede vacante” (2006-2007), assumindo interinamente a Diocese de São Carlos. No dia 19 de setembro de 2007, o papa Bento 16 o nomeou o 3º bispo diocesano de Ituiutaba-MG, onde tomou posse no dia 13 de dezembro de 2007.
Candeia – Recentemente, foram definidas as transferências de 15 párocos da diocese. Por que essas mudanças foram efetivadas?
Dom Francisco – As transferências de 15 párocos foram realizadas para atender de forma mais eficiente às necessidades específicas de nossas comunidades. Essas mudanças são essenciais para revitalizar paróquias que enfrentam desafios e estabelecer um ambiente pastoral mais dinâmico e acolhedor. Nossa intenção é garantir que cada paróquia tenha a liderança adequada para prosperar em sua missão.
Candeia – Como se dá o processo de transferência de párocos?
Dom Francisco – O processo de transferência de párocos é conduzido com cuidado e discernimento. Iniciamos com uma análise criteriosa das necessidades de cada paróquia, avaliando as competências e experiências de cada padre. As decisões são tomadas colegialmente no conselho dos presbíteros, levando em conta as opiniões das comunidades e orientadas por um conselho consultivo. Essa abordagem colaborativa nos permite tomar decisões que beneficiem toda a Diocese.
Candeia – Outras mudanças ocorrerão em curto prazo, tanto de padre, quanto na estrutura das paróquias pertencentes à diocese? Por quê?
Dom Francisco – Por este ano não haverá novas mudanças em vista, outras mudanças estão previstas em relação à estrutura das paróquias. Estamos atentos às novas demandas missionárias e trabalhamos para fortalecer as atividades pastorais em regiões que enfrentam desafios. Nesse contexto, estamos criando novas paróquias na cidade de Jaú e em Dois Córregos, que atualmente passam por um processo de estruturação. Denominamos essa fase de “quase paróquia”, onde os fiéis, junto ao administrador paroquial, são convidados a construir uma identidade de paróquia que se adeque às suas realidades. Essas transformações são cruciais para alinharmos nossa missão às necessidades contemporâneas e para que a Igreja continue a ser uma luz de esperança nas comunidades.
Candeia – Como o senhor avalia o trabalho realizado na Diocese de Jaú desde sua instalação, em setembro do ano passado?
Dom Francisco – Desde a instalação da Diocese de Jaú em setembro do ano passado, temos nos empenhado em fortalecer nossa comunidade através de diversas iniciativas. Nossas ações em evangelização, atendimento social e formação contínua dos fiéis têm sido fundamentais nesse processo. Observamos um avanço significativo no envolvimento dos membros, além de uma maior conscientização sobre viver os valores do amor e da solidariedade cristã.
Candeia – Quais as ações previstas para o segundo semestre de 2025?
Dom Francisco – Para o segundo semestre de 2025, planejamos uma série de ações focadas. Em agosto, celebramos o jubileu das vocações familiares, seguido em setembro pelo jubileu dos acólitos e dos jovens. Em outubro, teremos o jubileu das missões e o jubileu da vida consagrada. O ano jubilar se encerrará em dezembro, com a celebração da espiritualidade Mariana e encerramento do ano santo no dia 28. Além disso, promoveremos ações sociais, com o objetivo de fomentar a solidariedade e compromisso com a transformação social em nossa região.
Candeia – De que forma a Diocese pretende atuar para aumentar o número de fiéis, em especial os jovens?
Dom Francisco – Na Diocese, nosso foco vai além do simples aumento no número de fiéis; desejamos cultivar raízes profundas na fé cristã. Para atrair os jovens, planejamos atividades interativas e programas de liderança que desenvolvam suas habilidades. Em outubro, celebraremos o Dia Nacional da Juventude (DNJ), envolvendo todas as paróquias em um evento especial dedicado aos jovens. Além disso, estamos ampliando nossa presença nas redes sociais e organizando eventos culturais que ressoem com seus interesses, criando um ambiente acolhedor que os incentive a se conectar com a Igreja. Agradeço sinceramente a todos do Jornal Candeia por esta oportunidade de dialogar e compartilhar sobre a Diocese de Jaú. Que Deus abençoe cada um de vocês com paz, saúde e sabedoria. Que continuemos unidos na fé e no compromisso de construir um mundo melhor.
























