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Mozart Marciano – “Bariri terá seu plano de atendimento à população. Esse plano deve ter um caráter legalista e humano, que depende de uma conversa onde serão envolvidos diversos atores”

 

Um dos maiores desafios do novo governo municipal é reunir esforços para a manutenção dos serviços prestados pela Santa Casa de Bariri. O impasse está em dívidas milionárias herdadas pelo hospital, especialmente no período de gestão da Organização Social Vitale Saúde. Um dos primeiros atos do prefeito Abelardo Maurício Martins Simões Filho (MDB) foi nomear como gestor geral da Santa Casa Mozart Marciano, que atuou como diretor de Saúde entre 2015 e 2018, nos governos da prefeita Deolinda Antunes Marino e do prefeito Paulo Henrique Barros de Araujo. Segundo Mozart, o objetivo é manter um hospital com serviços de qualidade, com um plano de trabalho em que sejam ouvidos vários atores. Mozart formou-se como cirurgião-dentista em 1989 na Faculdade de Odontologia de Piracicaba (Unicamp). Trabalha como dentista na rede municipal desde 1991 e atuou como representante da região de Jaú junto ao Conselho de Secretários Municipais de Saúde, de 2016 a 2018.

 

Candeia – Por que o novo governo municipal decidiu prorrogar a intervenção na Santa Casa de Bariri?

Mozart – Com a finalidade de tomarmos conhecimento da real situação administrativa da Santa Casa e com critérios bem defendidos adotarmos as medidas necessárias para manutenção dos serviços, com muita responsabilidade.

 

Candeia – Quais as mudanças da nova gestão em relação à anterior, iniciada em setembro de 2018?

Mozart – As mudanças serão notadas com o decorrer do tempo. As propostas de mudanças devem ser, antes de tudo, bem estudadas, para que realmente representem mudanças positivas dentro do contexto.

 

Candeia – Diante do déficit mensal da instituição, como o senhor pretende equilibrar as contas do hospital, incluindo o pronto-socorro?

Mozart – Devemos reagrupar, reorganizar, nos tornarmos sólidos, com a única finalidade de representar para população e nossos familiares um serviços confiável e seguro.

 

Candeia – Pela dívida milionária da Santa Casa de Bariri, que futuro o senhor espera para a instituição?

Mozart – Esse fator é extremamente importante, e com certeza deve ser considerado em uma outra frente trabalho, a jurídica. O intuito é manter um hospital com serviços de qualidade e ao mesmo tempo tentar resgatar a idoneidade de uma instituição de grande valor para população baririense.

 

Candeia – Quando o senhor acredita que terá fim a prorrogação da Santa Casa e que modelo de atendimento poderá ser dado aos moradores de Bariri, Boraceia e Itaju, tanto na parte emergencial, quanto ambulatorial e de internação?

Mozart – Bariri terá seu plano de atendimento à população. Esse plano deve ter um caráter legalista e humano, que depende de uma conversa onde serão envolvidos diversos atores. Quanto às demais cidades, somos parceiros e tentaremos compor com as mesmas, cada qual com suas responsabilidades.

 

Candeia – A administração anterior iniciou a reforma do primeiro andar do Hospital São José. O senhor discutiu com o prefeito se a obra terá continuidade e se há projeto do atual governo com o chamado Elefante Verde?

Mozart – Essa reforma é uma obra de caráter de Diretoria de Saúde, portanto, as decisões são atos discricionários do prefeito e seus assessores. Dessa forma, está sendo avaliada dentro das normas da lei sua viabilidade.

 

Intervenção é prorrogada por 90 dias

 

O decreto nº 5.521, de 1º de janeiro, assinado pelo prefeito Abelardo Maurício Martins Simões Filho (MDB), prorrogou a intervenção na Santa Casa de Bariri pelo período de 90 dias.

Conforme o interesse público, a requisição administrativa do hospital pode cessar antes ou ser prorrogada por mais 90 dias.

Segundo o documento, a medida foi tomada porque “mesmo após a requisição administrativa da última gestão, a Santa Casa ainda se apresenta em situação delicada, com muitas dívidas e constantes bloqueios judiciais, além do risco de interrupção de suas atividades, e consequentemente do único pronto atendimento do município”.

A nova administração municipal ressalta a necessidade de planejar as próximas ações para propor uma solução definitiva para o futuro do atendimento emergencial e hospitalar.

O gestor geral, Mozart Marciano, responderá diretamente ao Executivo, com poderes de direção e administração do corpo clínico, pessoal administrativo e manutenção.

Outra novidade do novo decreto é a criação de comissão executiva composta por gestor financeiro, gestor técnico e gestor administrativo.

Ivan Antonio Colachite, que era diretor municipal de Finanças no governo passado, foi nomeado gestor financeiro, e Rodrigo Felício Zanuto de Oliveira responde pela área administrativa. Falta a nomeação do gestor técnico.