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Benedito Antonio Franchini – “Absolutamente, nunca fui cobrado de nada e, mesmo que fosse, de nada adiantaria, pois todos me conhecem e sabem que não sou levado por ninguém a nada”

 

Os vereadores da atual legislatura em Bariri foram eleitos por quatro diferentes grupos políticos, mas até o momento está havendo harmonia no trabalho deles. O mesmo vale para a atuação do presidente do Legislativo, Benedito Antonio Franchini (PTB). Ele tem mantido independência em relação ao seu grupo político e não tem atuado como de oposição ao Executivo, adversário durante a campanha do ano passado. De acordo com Franchini, os vereadores “têm atuado de maneira efetiva para buscar soluções aos problemas de nossa cidade”. Na entrevista ao Candeia, ele, que atua como vereador há 24 anos, diz que o principal problema a ser resolvido é a manutenção do atendimento da Santa Casa e como tem atuado para que a sede do Legislativo tenha acessibilidade.

 

Candeia – Como o senhor analisa o trabalho da Câmara neste ano?

Franchini – Analiso como muito positivo, pois os vereadores, de forma geral, têm desempenhado suas funções com muito esmero e dedicação. Acredito que, neste início de mandato, com pouco mais de cinco meses de trabalho, os vereadores não têm se furtado de suas responsabilidades e têm atuado de maneira efetiva para buscar soluções aos problemas de nossa cidade. Essa Câmara é composta por quatro grupos políticos, mas isso, até o momento, não tem impedido de atuarem de forma coletiva para buscar o melhor para nossa comunidade.

 

Candeia – É a primeira vez que atua como presidente do Legislativo. Como tem encarado esse desafio?

Franchini – Tenho encarado com muita responsabilidade, estou preparado para desempenhar essa função. Tenho um compromisso muito sério com a cidade, mas também tenho comigo mesmo o compromisso de fazer sempre o melhor. E é o que estou buscando, sem muito alarde, como é meu perfil. Esse momento que vivemos é muito delicado e exige muita seriedade para com os desafios do momento e aqueles que ainda virão.

 

Candeia – O senhor foi eleito por um grupo de oposição, mas mantém opção por uma postura independente. Há alguma cobrança de seu grupo político e eleitorado em relação a isso?

Franchini – Absolutamente, nunca fui cobrado de nada e, mesmo que fosse, de nada adiantaria, pois todos me conhecem e sabem que não sou levado por ninguém a nada. Faço do jeito que entendo ser o melhor e o correto, sempre. O meu perfil é esse desde quando entrei na política em 1996. Sou eleito por um grupo, sim, mas primeiramente sou eleito pela população e pela cidade. Por isso, atuo de maneira que a questão político-partidária fique em segundo plano.

 

Candeia – De que forma o senhor pretende manter a independência em relação ao Executivo?

Franchini – A independência entre os poderes é um dos pilares da democracia. A própria Constituição fala em poderes harmônicos e independentes, e isso tem prevalecido em relação à essa presidência da Câmara. Vale lembrar que pode e deve existir uma relação entre os líderes dos poderes Executivo e Legislativo de forma institucional, em que ambos busquem o melhor para o município.

 

Candeia – Em sua opinião, qual o maior desafio de Bariri hoje e como a Câmara pode contribuir para solucioná-lo?

Franchini – Sem dúvida nenhuma o maior desafio é manter a Santa Casa de Misericórdia de portas abertas, dando um atendimento digno à população. A Câmara tem dado sua contribuição de forma muito efetiva. O problema da Santa Casa se tornou crônico, que em alguns aspectos independe de ações políticas, pois existe uma situação financeira muito grave que beira o inexequível. Foi criada uma comissão de assuntos relevantes designada por mim, composta por cinco vereadores que, por um período, acompanhou o funcionamento da irmandade e, posteriormente a isso, elaborou um relatório que trouxe, além dos problemas, sugestões para que os mesmos possam ser resolvidos. Isso mostrou que a Câmara tem acompanhado de perto a real situação da Santa Casa e que também tem contribuído para esses problemas sejam solucionados.

 

Candeia – De que forma o senhor pretende atuar para que o prédio da Câmara tenha acessibilidade?

Franchini – Já estou atuando, como foi verificado na última sessão camarária. O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo apontou a falta de acessibilidade na Câmara Municipal e eu, como presidente, oficiei o Executivo por duas oportunidades visando sanar esse problema, pois além do apontamento feito pelo Tribunal de Contas, é direito de qualquer cidadão ter acesso à Câmara, pois existe uma Lei Federal que garante isso. Estou agendando uma reunião com o Executivo para os próximos dias, como forma de buscarmos a resolução desta questão. Paralelo a isso, vou solicitar do Executivo a doação de uma área de terra para que possamos ter um local no futuro onde possa ser construído outro imóvel para a Câmara, não com recursos municipais, já que há uma escassez do mesmo e por termos outras prioridades, mas através de recursos nas esferas estadual e federal.

 

Candeia – Hoje o trabalho da Câmara e dos vereadores tem maior exposição por causa das transmissões e divulgações pelos meios digitais. Com analisa essa questão?

Franchini – Com muita satisfação, a Câmara não é representada apenas por seu presidente, mas sim por todos vereadores. E essa exposição da mídia tem se refletido em uma imagem positiva da Câmara. Eu, como presidente, fico muito feliz com isso. Quando os vereadores vão bem, a imagem da Câmara perante à população é positiva, e isso está acontecendo nesse momento graças ao trabalho e a boa relação de todos. Com esse grupo de vereadores e com a vontade que todos têm de crescer, quem ganha com isso é o município e o munícipe.