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Divulgação

Como será o retorno às escolas após a pandemia de covid-19? As atividades não presenciais contarão como carga horária? Quais protocolos serão adotados na volta? Há muitas dúvidas e incertezas que vêm preocupando pais e responsáveis, gestores e professores das diferentes redes de ensino no País. Para discutir essa questão tão relevante nos dias atuais, o Jornal Candeia entrevistou representantes de sistemas de ensino que atuam em Bariri. Gisleine Macena Camillo, da Escola Mini Mundo e Colégios Max; Ana Fabíola Camargo Fanton Rodrigues, gestora da rede municipal de ensino; Ana Paula Mathias da Silva, da Escola Sesi de Bariri; Lia Maura Belluzzo Queiroz Foloni, da Cooperativa Educacional de Bariri (Coeba), fazem um verdadeiro inventário sobre os tempos de pandemia nas escolas locais. Com clareza, elas descrevem as ações realizadas para confrontar os efeitos da suspensão de aulas presenciais de alunos da educação básica desde março; relatam como enfrentaram o desafio de manter o vínculo entre estudantes (família e/ou responsáveis) e a escola; e por último, comentam como está sendo o planejamento para o retorno às aulas, de modo a evitar retrocessos de aprendizagem e a perda do ano letivo de 2020. Gestoras de escolas da rede estadual de Bariri foram convidadas a participar da entrevista, mas optaram por não responder as questões.

 

Entrevistadas

 

  • A baririense Gisleine Macena Camillo, 59 anos, é diretora /mantenedora da Escola Mini Mundo e Colégio Max Beny Macena há 39 anos. Foi professora efetiva da rede estadual e atuou na direção da rede municipal. Trabalhou como assessora pedagógica para diversos colégios da região e prefeituras. Gisleine é pedagoga especialista em administração escolar e pós graduada em Metodologias de Ensino e Deficiência Intelectual.

 

“As maiores dificuldades foram: a) a adaptação a um novo modelo de relação humana; b) um avanço potente e abrupto nas formas de ensinar e aprender; c) e o nível de exigência para os educandos em termos de responsabilidade, aprendizagem ativa e ser protagonista de um processo educacional a distância”.

 

  • Ana Fabíola Camargo Fanton Rodrigues, 53 anos, é baririense, formada em letras com complementação em Pedagogia, Gestão Escolar e mestrado em Linguística. Começou como PEB I efetiva, na cidade de Pouso Alegre, removendo – se para Bariri na Escola Euclydes Moreira da Silva. Como PEB II de Português, exerceu seu trabalho nas escolas Modesto Masson, Idalina Viana Ferro e Ephigênia C. M. Fortunato, onde também atuou como gestora por 18 anos. É a atual diretora de Educação, Cultura e Esporte da Prefeitura de Bariri.

 

“O calendário foi reorganizado e, em uma semana, as escolas da rede municipal se organizaram e, após verificar quais recursos os estudantes efetivamente dispunham, deram início as aulas remotas, propiciando oportunidades de aprendizagem reais a todos os alunos”.

 

 

  • A jauense Ana Paula Mathias da Silva, 51anos, iniciou atuação na Rede Sesi-SP em 1992, na cidade de Jaú, como técnica em Educação Infantil (Coordenadora Pedagógica). Em 2002, após a realização de concurso, passou a exercer a função de diretora de escola na cidade de Igaraçu do Tietê, onde permaneceu por dois anos. Em outubro de 2004, assumiu a direção da Escola Sesi de Bariri, onde atua há 15 anos. É formada em Pedagogia com especialização em Administração Escolar e Pós graduação MBA – Gestão e Empreendedorismo e Psicopedagogia.

 

“Semanalmente, enviamos para os alunos e famílias informativos (#papocomafamilia) sobre o ensino não presencial e a importância da parceria escola e família, abordando assuntos como: preparação para as aulas ao vivo, dicas de organização para os estudos, avaliação e diferentes formas de aprender”.

 

  • Lia Maura Belluzzo Queiroz Foloni, 62 anos, nasceu em Bariri e tem licenciatura em Pedagogia pela Faculdade de Ciências e Letras de Jahu com habilitação em Magistério, Administração Escolar, Orientação Educacional e Supervisão Escolar. Fez especialização em Planejamento e Gestão de Organizações Educacionais, na Unesp-Araraquara. Atuou como professora no magistério público estadual e particular durante 13 anos. Diretora de Escola pública estadual durante 25 anos, em Jaú e Bariri. Assumiu a direção da Cooperativa Educacional de Bariri em janeiro de 2019.

 

“Uma certeza já temos: quando forem retomadas as aulas presenciais nas escolas, os alunos irão voltar para uma escola diferente da que conheceram, tanto nos aspectos pedagógicos como no aspecto físico, o ambiente escolar cuidado com todas as medidas de segurança”.

 

Candeia – Relate o que o sistema de ensino em que você atua realizou para enfrentar os efeitos da suspensão de aulas presenciais de alunos da educação básica desde março, em decorrência da covid-19.

Gisleine Camillo – As mídias sociais em geral foram nossa primeira opção com uso das plataformas do sistema COC e vídeo aulas. Tivemos uma preocupação já no início da paralisação de documentar as atividades realizadas pelos alunos (como exige o CEE), principalmente para o final de educação infantil e fundamental 1, focando na zona de desenvolvimento real do aluno e providenciamos cadernos de atividades para cada ano de ensino.  Adquirimos duas novas plataformas Geekie One e SAS , o que nos fez absorver os elementos da nova era da educação que são: escola #conectada, aprendendo de qualquer lugar; escola #visível,  mostrando os dados/resultados de avaliações, trabalhos e participação dos alunos em tempo real; escola #ativa, focada em habilidades e competências; e por fim uma escola #personalizada, respeitando as individualidades com propostas diversas de atendimento (plantões) e também de aprofundamento nos estudos para os alunos que desejarem.  As aulas síncronas (ao vivo) que as plataformas proporcionaram, inclusive com aplicação de testes nacionais Geekie Test (simulado Estilo Enem) e avaliações das aulas trouxeram confiança á todos na escola. Adquirimos materiais tecnológicos, demos apoio ininterrupto aos educadores, alunos e famílias e isso completou o funcionamento da “engrenagem”.

 

Fabíola Rodrigues – Foi um momento de apreensão e dúvidas por parte da rede municipal. A Diretoria de Educação Cultura e Esporte, diante da suspensão de aulas presenciais em decorrência da Covid-19, amparou-se em resoluções; deliberações e decretos federal, estadual e municipal para tomar qualquer decisão.  A rede municipal de Bariri, na contramão das redes estadual e particular – que nas primeiras semanas de pandemia adiantaram recesso e férias -, prosseguiu com o processo de aulas remoto. O calendário foi reorganizado e, em uma semana, as escolas da rede municipal se organizaram e, após verificar quais recursos os estudantes efetivamente dispunham, deram início as aulas remotas, propiciando oportunidades de aprendizagem reais a todos os alunos. Nesse momento cada unidade escolar se adequou da maneira mais assertiva, afim de prosseguir atividades escolares, mantendo o ritmo de estudo dos alunos e computar nas horas de atividade escolar obrigatória às 800 horas exigidas pela LDB, considerando os diferentes públicos de estudantes atendidos. A partir de 30/03/2020 reiniciamos o calendário letivo com atividades remotas, priorizando habilidades essenciais e de maior autonomia e autoconhecimento, sendo essencial por parte dos professores o registro das atividades síncronas (tempo real/Google Meet) e assíncronas (encaminhadas aos alunos/WhatsApp, Messenger, e-mail, atividades impressas, facebook, You Tube, vídeos gravado pelos professores, entre outros). É válido ressaltar que na Educação Infantil (Creches/Emeis) as aulas serão assíncronas, sendo esta, a metodologia mais adequada para a faixa etária. Já o Ensino Fundamental I (anos iniciais) e Ensino Fundamental II (anos finais) as aulas serão síncronas e assíncronas, sendo objetivo principal assegurar acesso, permanência e qualidade na educação. Neste momento pudemos perceber o empenho e coragem de todos os nossos gestores, professores e funcionários que não mediram esforços, e fizeram a diferença, pois se desdobraram, se reinventaram e com vibrante capacidade profissional, sensibilidade, dedicação e amor à educação, e principalmente aos alunos e seus familiares, souberam com louvor levar o ensino-aprendizagem além dos muros da escola, transbordando corresponsabilidade, cooperação e solidariedade.

 

Ana Paula – A Rede Sesi-SP disponibilizou aos alunos o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), chamado de “Conexão Digital”, onde os professores postam atividades para que os alunos continuem aprendendo, se desenvolvendo e interagindo. Além das atividades do material didático, aprendem através de vídeos, animações, diferentes plataformas, games e canais diferentes. As aulas síncronas, ou seja, ao vivo, são realizadas através da ferramenta “Teams”, com os professores da turma e os alunos da sala, de acordo com o cronograma das aulas presenciais pré-estabelecidos. Antes porém, os professores participaram de capacitação e foi disponibilizado para os alunos e a família, os e-books,com orientações sobre a necessidade e a importância das aulas a distância, bem como o tutorial para o acesso ao ambiente virtual.

 

Lia Maura – A Coeba, juntamente com o Sistema de Ensino Anglo e em parceria com os pais de alunos, vem conseguindo contornar bem os obstáculos colocados por essa crise sem precedentes. No final do mês de março, iniciamos a transição das aulas físicas para o mundo digital; mas esse esforço se transformou em uma maratona, que trouxe lições e ferramentas importantes para as escolas daqui por diante. Equipe pedagógica, professores, alunos e pais de alunos formam um público bastante receptivo, que, além da vontade de continuar aprendendo, tem à disposição internet com capacidade suficiente para transmitir todo o material didático programado. Fomos ágeis ao desenvolver soluções de aprendizado remoto. A Plataforma Plurall, nossa escola digital, oferece um ambiente pedagógico seguro e de fácil acesso. Em constante mudança e com frequentes atualizações, dispõe também aos professores    um manual de boas práticas com todas as dicas e ferramentas para aulas síncronas e assíncronas. A Plataforma Plurall foi considerada a maior plataforma de ensino digital do país; reúne hoje 1,3 milhão de alunos em seu ambiente virtual de 4 mil escolas privadas. (dados da Revista Veja). Realizamos todas as reuniões online previstas no Calendário Escolar, com professores para orientação, alunos, pais de alunos e com a equipe técnica e de assessoria pedagógica da Escola Digital Anglo. Comunicação transparente e contínua, responsabilidade e aferição técnica, estamos garantindo uma educação de qualidade aos nossos alunos, independentemente das adversidades.

 

Candeia – Foi possível manter o vínculo entre estudantes (família e/ou responsáveis) e a escola durante a pandemia?  Como? Quais as maiores dificuldades e/ou desafios?  

       

Gisleine Camillo –  Sim, pudemos manter o vínculo pelas mídias sociais em geral através do Educarebox (aplicativo para os pais verem tarefas, resultado de atividades e notas dos alunos) ,mas várias fases de adaptação de todos os envolvidos foram necessárias , pois foi e está sendo um momento totalmente atípico .  Hoje estamos vivendo um período “maduro” dessas relações. As leis, pronunciamentos e o pânico geral com muitas notícias controvertidas prejudicou educandos, educadores e famílias. As maiores dificuldades foram: a) a adaptação a um novo modelo de relação humana; b) um avanço potente e abrupto nas formas de ensinar e aprender; c) e com certeza o nível de exigência para os educandos em termos de responsabilidade, aprendizagem ativa e ser protagonista de um processo educacional a distância. O que tínhamos como certeza era que estávamos afastados, mas o ensino precisava continuar, afinal seguir em frente é acreditar no fluxo da vida.

 

Fabíola Rodrigues – Manter o vínculo com os estudantes e família é o grande desafio, visto que o ensino remoto tem um tripé: professores/aluno/família. Assim, é essencial a sintonia e o vínculo escola/família. Esse vínculo foi obtido por um esforço mútuo de corresponsabilidade de todos os envolvidos na “Busca Ativa”, que envolveu Diretoria de Educação, gestores, professores e funcionários, com objetivo de que nenhum aluno fique esquecido por falta de acesso ao ensino remoto. As Unidades Escolares, utilizam no dia-a-dia o google meet, ferramenta online de encontro, onde as pessoas podem ouvir, conversar e visualizar, matando a saudades dos professores e colegas. O google meet também é utilizado na reunião de pais para sanar as dúvidas e oferecer informações para que o processo ensino-aprendizagem remoto ocorra com mais eficácia. No dia da entrega do kit-merenda, viabilizado pela Prefeitura Municipal de Bariri, os gestores conversam com pais ou responsáveis para fazer adequações necessárias, no sentido de que todos os alunos participem e aprendam com o ensino remoto. Hoje, após 4 meses de ensino remoto (online), o desafio é mantermos o vínculo, a confiança e a esperança ativa e de todos, pois logo tudo vai passar e retornaremos valorizando ainda mais a escola, os professores e ensino presencial. Afinal, a escola presencial faz muita falta na sociedade. Muitas vezes como diria a filósofo Epicuro “é preciso viver a dor para saber o que é o prazer”, ou seja, a Escola presencial, antes não tão valorizada, passará a ser muito mais respeitada.

 

Ana Paula – É um desafio constante, manter o vínculo com os alunos e familiares, porém, passamos a potencializar a comunicação através dos chats, das aulas online e fóruns dentro do ambiente virtual, bem como, foi criado a Rede de Cooperação Pedagógica Escolar, onde os funcionários, de acordo com as suas atribuições, colaboram com as problemáticas que possam vir ocorrer, com relação ao uso da ferramenta, empréstimos de computadores para os alunos que não possuem nenhum meio tecnológico (celular ou computador), dúvidas na realização das atividades, suporte para os alunos e professores para a utilização de ferramentas tecnológicas, preparação de materiais para alunos que necessitem de atividades impressas, entre outros. Semanalmente, enviamos para os alunos e famílias, informativos (#papocomafamilia) sobre o ensino não presencial e a importância da parceria escola e família, abordando assuntos como: preparação para as aulas ao vivo, dicas de organização para os estudos, avaliação, diferentes formas de aprender, entre outros. São realizadas lives com as famílias, bem como, disponibilizado para os alunos do Ensino Fundamental II e  Ensino Médio, um espaço na plataforma do Conexão Digital, para que os estudantes tenha acesso aos conteúdos relacionados a saúde mental . Foi realizada também a reunião à distância com a família, cuja participação dos pais e responsáveis superou a nossa expectativa. Quanto aos desafios, no início foi o domínio na utilização do ambiente virtual, tanto para os docentes como para os discentes, realização das atividades dos alunos, contatos com a família, porém, no decorrer, percebemos que a equipe e os alunos vem superando as expectativas, pois tem demonstrado um maior desempenho, desenvolvimento de diversas habilidades, inclusive as tecnológicas e desenvolvimento da criatividade. Porém ressaltamos a necessidade de aprimoramentos constantes de diferentes estratégias, relacionadas à motivação dos alunos, participação, realização das atividades e outras;

 

Lia Maura – O vínculo é um grande aliado quando se trata de aprendizagem, e crianças e jovens aprendem melhor quando existe a proximidade, o convívio. A socialização agora abalada pelo distanciamento obriga educadores e pais a se reinventarem para minimizar os efeitos negativos da ausência do convívio escolar. A Coeba garante a mesma carga horária das aulas presenciais, e a maioria ocorre ao vivo, aulas síncronas, com a interação aluno – professor, em tempo real, com correção de exercícios, questionamentos, dúvidas, avaliações, simulados, etc. Para os alunos da Educação Infantil, além das aulas gravadas pelos seus professores, a utilização da plataforma google hangouts tem sido instrumento eficaz para garantir o vínculo entre os coleguinhas, pais e professores; é   emocionante ver a alegria e a reação de cada criança.

A Plataforma do Programa Semente, implementado esse ano na Coeba, também tem auxiliado o vínculo afetivo e socioemocional dos alunos e seus familiares. Webconferência, Podcasts, Fóruns, Chats, Live, Whatsapp, e-mail, Facebook, Instagran, Webinários e agora durante o mês de agosto, a Convenção Anglo, têm possibilitado os encontros e reuniões garantindo a interatividade, autonomia, comunicação e fortalecimento dos vínculos entre todos os participantes do processo ensino – aprendizagem.

Candeia – Já ocorre planejamento de como se dará o retorno gradual das atividades escolares no pós-pandemia? Em sua opinião, qual o retorno ideal para evitar retrocessos de aprendizagem e a perda do ano letivo de 2020?

Gisleine Camillo – Com certeza retornaremos com ENSINO HÍBRIDO para o atendimento de alunos e profissionais do isolamento/proteção social vertical e atendimento presencial. Todas as plataformas e vídeo aulas deverão ser mantidos. Deveremos integrar metodologias diferenciadas, com conteúdos robustos em diferentes suportes, gerando relatórios de desempenho, que permitam melhores intervenções pedagógicas. Para o retorno presencial devemos ter uma prática pacienciosa e criteriosa respeitando todos os protocolos jurídicos, pedagógicos e de saúde e prevenção.  A minha sugestão é um retorno lento, com acompanhamento, planejamento e organização. Com verificação de todo o andamento e reconstrução das escolas neste novo modelo. Ao ser realizado com número reduzido de escolas no início, com porcentagens mínimas de alunos, poderemos analisar dia-a-dia os resultados e impedir qualquer avanço da doença. Se o modelo funcionar, vagarosamente ir aumentando o atendimento presencial. Acredito que desta forma protegeremos os alunos, professores e equipe, pois TODOS passaremos por novas adaptações; levando em consideração que é uma profissão muito cobrada e que já tem trabalhado muito. Tudo realizado com calma tornará o ambiente mais leve para todos nós. E por fim gostaria de deixar uma mensagem: “A vida não é fácil, não tente fazê-la parecer fácil porque não é. A vida também não é justa, nunca foi e não é agora nesse momento que estamos vivendo que ela será. Não vamos cair na velha armadilha de que somos vítimas, porque não somos, vamos nos levantar e continuar.” (Fundadores da Geekie One)… Porque é profissional, porque é missão, porque é nosso talento e porque amamos o que fazemos. É assim pra você?

 

Fabíola Rodrigues – A Diretoria de Educação, em consonância com o prefeito Francisco Leoni Neto, está planejando o retorno gradual e responsável das atividades escolares presenciais. Iremos seguir o protocolo da Secretaria do Estado de São Paulo, que estará diretamente ligada as recomendações da saúde(OMS). Seguindo esse protocolo de volta às aulas, que está previsto para 08 de setembro, dependendo do mapa da pandemia que será divulgado em 04 de setembro pelo governo estadual. Nesse protocolo a retomada será efetuada de forma gradual em três etapas: até 35% do público em sala de aula na fase amarela, ou seja, após 28 dias consecutivos na fase amarela por todo a Estado; depois até 70% e até 100% do público em sala de aula com o estado na fase verde. A Diretoria de Educação de Bariri, em reunião com o executivo já iniciou os preparativos para essa volta, visto que teremos que garantir condições essenciais para a reabertura alicerçada em pilares como: o Distanciamento; a higiene individual; a sanitização do ambiente; a comunicação; o monitoramento e as frentes estruturantes do retorno.(Plano São Paulo). Na volta presencial gradual dos alunos, será necessário fazer acolhimento socioemocional, visto grande tempo de confinamento e distanciamento social, bem como uma avaliação diagnóstica para orientação e retomada de aprendizagens, priorizando a recuperação e aprofundamento da aprendizagem das habilidades em defasagem e intensificar o ensino híbrido que combina o uso da tecnologia digital com as interações presenciais, visando  um modelo possível para facilitar a combinação do ensino online com o ensino presencial.

 

Ana Paula – Estamos aguardando a definição das autoridades estadual e municipal sobre quando e como o retorno será realizado. Enquanto isso, o SESI, segue com o Conexão Digital e tomando as medidas preventivas como: compra de tapetes sanitizantes, termômetro, álcool em gel e estudos de como organizar as aulas híbridas entre presencial e online, para garantir que tudo esteja pronto pra retomada, com total segurança, quando o momento chegar.

 

Lia Maura – Uma certeza já temos: quando forem retomadas as aulas presenciais nas escolas, os alunos irão voltar para uma escola diferente da que conheceram, tanto nos aspectos pedagógicos como no aspecto físico, o ambiente escolar cuidado com todas as medidas de segurança. O Conselho Nacional de Secretários da Educação (Consed) elaborou algumas diretrizes em relação ao retorno, o qual deverá ser escalonado, dependendo do número de alunos de cada estabelecimento, número de alunos por sala, horários de entrada, saída e intervalo, sem aglomerações, além dos protocolos de higiene e desinfecção. A Cooperativa Educacional, composta por diretorias e conselhos, é unânime em aguardar as orientações governamentais quanto ao retorno dos alunos, e considera que a segurança de todos no ambiente escolar é fundamental. Quanto ao retrocesso da aprendizagem e perda do ano letivo, estamos seguros de que isso não ocorrerá na Coeba, pois estamos utilizando todas as ferramentas disponíveis para que as aulas remotas sejam o mais próximo possível das presenciais. A parceria dos pais de alunos é imprescindível no apoio e acompanhamento dos filhos, nas aulas remotas. Destaco e parabenizo, aqui, os nossos professores, que estão na ponta desse novo processo. Precisaram se reinventar, criar e nele se engajar perfeitamente, com dedicação e profissionalismo, aperfeiçoando sempre a aprendizagem dos nossos alunos. A data da volta às aulas presenciais ainda é uma incógnita, apesar de o governo estadual ter anunciado uma previsão de retomá-las no dia 8 de setembro. Vamos aguardar com a certeza de que tudo passa, e dias melhores virão para todos nós.