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Jerri de Souza Neiva – “A forma de se fazer campanha mudou, mas o princípio básico de expor com verdades suas propostas aos eleitores dever ser o mesmo de sempre”

 

 

Jerri de Souza Neiva (PSDB), 50 anos, adotou como nome na urna a vice-prefeito de Itaju Jerri da Fátima, referência ao fato de ser casado com Fátima Terezinha Camargo Guimarães, prefeita de Itaju por quatro mandatos. A expectativa é herdar o potencial político de Fátima. A chapa tem como candidato a prefeito Paulo José Lopes (PL), que foi vereador na cidade. Um desafio do grupo é decidir pela manutenção ou não da candidatura de Lopes, já que ele é alvo de ação de impugnação por ter tido seu mandato cassado. Para Jerri, a geração de emprego e a Saúde são prioridades. Segundo o candidato, é preciso que sejam estabelecidos “critérios de incentivos públicos como divulgação para instalação de novas empresas, não condicionando a concessão de benefícios a determinados grupos e o uso politicamente da indicação de funcionários das empresas pelo poder público”. Nascido em São Paulo, o candidato a vice é formado em Técnico em Desenho Publicitário pela Escola Panamericana de Arte. Trabalhou por um período como diretor na prefeitura de Itaju e posteriormente como assessor parlamentar do deputado Mendes Thame. Neste ano presta serviços (agora licenciado) em projetos privados do ex-deputado e pela primeira vez disputa um cargo eletivo.

 

Candeia – Como vê o cenário político destas eleições em plena pandemia? O que deve mudar e o que vai permanecer de pleitos anteriores?

Jerri – A forma de se fazer campanha mudou, mas o princípio básico de expor com verdades suas propostas aos eleitores dever ser o mesmo de sempre: deixar de forma clara ao eleitor o que se pretende fazer, em nosso caso representando mudança. Entretanto a política, sob todos os aspectos, tem que se levar em conta esse novo cenário mundial, imposto pela Covid-19. Sabemos que na economia o fortalecimento como incentivos públicos aos produtores locais (agrícolas e industriais) são parâmetros que o poder público tem que implementar e com ações concretas colaborar para o desenvolvimento da economia local. O candidato tem que ter posições claras e passar aos seus eleitores como pretende administrar, se eleito, nessas novas condições. Terá que deixar claro ações envolvendo todos os setores, como exemplo a Saúde, quais serão as mudanças propostas para um melhor atendimento ao munícipe, de forma humanizada, lembrando que o momento requer atenção à Covid-19, mas que outras doenças não deixaram de acontecer e também necessitaram de atendimento.

 

Candeia – Por que decidiu ser candidato a vice-prefeito? Qual sua expectativa?

Jerri – Decidi pela candidatura porque embora tenha nascido e vivido parte da minha vida em São Paulo, há aproximadamente 12 anos me mudei para Itaju, cuja população me acolheu com muito respeito e carinho. Hoje, tenho orgulho em fazer parte dessa comunidade e penso que posso colaborar e retribuir muito à população oferecendo meu trabalho e experiência adquirida nos últimos anos. Fui incentivado por muitas pessoas para entrar e fazer parte da vida pública municipal. Quanto às expectativas essas são as melhores possíveis. Em visitas (guardado os cuidados estabelecidos em prevenção à Covid-19) a credibilidade e confiança em nosso projeto são muito grandes.

 

Candeia – Que papel pretende desempenhar como vice-prefeito, caso a chapa seja eleita?

Jerri – Nossa chapa sendo eleita, pretendo exercer minha atividade com muito trabalho durante esses quatro anos que compõem um mandato e não somente em época eleitoral para servir como “vitrine” para novas eleições. Temos um programa a seguir pelo prefeito e demais colaboradores, dentro os quais me coloco, e existe muito trabalho a ser feito.

 

Candeia – Quais as prioridades do governo em caso de vitória nas urnas?

Jerri – Todos os trabalhos hoje no Município têm caráter prioritário, mas precisamos urgentemente de geração de empregos, tendo que estabelecer critérios de incentivos públicos como divulgação para instalação de novas empresas, não condicionando a concessão de benefícios a determinados grupos e o uso politicamente da indicação de funcionários das empresas pelo poder público. Urgentemente, também, estabelecer regras e desenvolver ações para a saúde, conservando o que tem bom desempenho, mas mudando conceitos principalmente de humanização, onde não se tolere mais diferenças de atendimentos aos pacientes e todos sejam devidamente bem acolhidos, lembrando que justiça social estabelece igualdade.