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Valdir de Souza Melo – “…Vamos em busca de novas empresas com incentivos para que eles se transfiram para Boraceia e vamos fortalecer o nosso comércio que também é gerador de emprego e renda no município”.

 

Boraceia viverá uma situação diferente nas eleições municipais de 15 de novembro. O eleitorado terá apenas uma opção para escolher ao cargo de prefeito: Valdir de Souza Melo (PSDB), Di Picapau, atualmente vice-prefeito da cidade. A candidata a vice é Marlete Zenatti Gianti (DEM). Ele foi eleito vereador no pleito de 2008 e vice-prefeito quatro anos depois, sendo reeleito para esse cargo em 2016. Nas duas ocasiões foi eleito prefeito Marcos Vinicio Bilancieri. Dessa forma, a dobradinha entre eles completa oito anos no fim de 2020. Sobre a disputa sem concorrência, Di Picapau diz que isso aumenta a responsabilidade. Entre as prioridades da chapa está a manutenção da política de desenvolvimento econômico, com geração de emprego e a implantação paulatina de escola de tempo integral.

 

Candeia – Como é disputar uma eleição sem concorrente? Como está sendo feita a campanha política?

Di Picapau – Acredito que disputar uma campanha eleitoral sem um candidato adversário, sem oposição, a responsabilidade só aumenta. Isso significa que a população colocou no nosso grupo uma confiança muito grande. Nós temos que fazer uma campanha com o pé no chão e com muita humildade. Começamos a fazer nossas visitas, seguindo as normas de segurança para evitar o coronavírus, mas estamos visitando as empresas, comércio, algumas casas e assim seguiremos até o dia 14 de novembro. Temos um compromisso de ouvir as pessoas, saber o que precisa ser melhorado, tem um compromisso de continuidade do trabalho que vem sendo realizado pelos Marcos e por mim, agora, a Marlete e eu vamos dar continuidade ao trabalho que tem aprovação massiva da população.

 

Candeia – Qual o maior aprendizado político nesse período em que atuou como vice-prefeito?

Di Picapau – Meu aprendizado começou lá em 2009 quando assumi uma cadeira na Câmara Municipal, fui o mais votado, participei como vereador atuante, por isso nasceu a dupla Marcos e Di. No mandato de vice-prefeito em todas as viagens para São Paulo e Brasília, estive junto com o Marcos, observando e conhecendo os caminhos, por isso considero esses 12 anos na política de Boraceia uma aprendizagem excelente, uma bagagem de qualidade. Tive um acúmulo de experiência nesse período, nessa vida a gente não nasce sabendo, mas tem sempre a oportunidade de aprender, esse período sendo vice-prefeito, tendo o Marcos Bilancieri como prefeito, pude ser atuante, participativo em todos os setores e decisões da administração. A gente sabe que a decisão final sempre é do prefeito, mas a dupla Marcos e Di Picapau foi e está sendo um sucesso, a gente sempre conversou um ouvindo outro e isso gerou um aprendizado gigantesco.

 

Candeia – Boraceia é considerada uma cidade arrojada quanto se fala em desenvolvimento econômico. Quais suas propostas para esse setor?

Di Picapau – Boraceia está sendo referência em toda região, inclusive para cidades de maior porte, trouxemos oito empresas que geraram emprego e desenvolvimento para o município nesses quase oito anos de mandato. O projeto não pode mudar. Marlete e eu vamos continuar na mesma pegada, com uma política de valorização das empresas já instaladas na cidade, vamos em busca de novas empresas com incentivos para que eles se transfiram para Boraceia e vamos fortalecer o nosso comércio que também é gerador de emprego e renda no município. Já estamos vendo uma área de terra para montar um novo distrito industrial. Estamos com o nossos olhos estão voltados para o futuro, para o desenvolvimento planejado, crescemos em todas ás áreas: saúde, emprego, habitação e outros setores, mas tudo com planejamento eficiente.

 

Candeia – Em relação à educação, como o senhor pretende implantar a escola de tempo integral em Boraceia? Quais anos letivos serão contemplados nesse programa?

Di Picapau – A educação é um dos principais fotos do nosso mandato. A Marlete é professora, já foi coordenadora, minha esposa Gislaine Melo também é professora, vice-diretora da Escola Edir Helen, escola estadual, ou seja, as duas terão tempo e conhecimento para auxiliar nossa secretária de Educação. Nosso trabalho em todas as áreas vai ser como o pé no chão. Já para o próximo ano a gente pretende implantar um projeto piloto, sem correria, a escola de tempo integral na nossa Escola Infantil Pingo de Gente, depois, após as avaliações necessárias, vamos estender para o ensino fundamental de o 1º ao 5º ano. Vamos de degrau a degrau, sem atropelar fases ou correria.

 

Candeia – A pandemia do novo coronavírus trouxe impactos na educação. Que medidas pretende adotar para “recuperar” o ano de 2020 em 2021?

Di Picapau – Essa pandemia, esse coronavírus, não é só em Boraceia é situação mundial, atrapalhou o ano letivo de 2020 que ficou comprometido. Mas já sentamos com a nossa Secretária de Educação, Andrea Herreira, minha esposa a Gislaine Melo, minha vice-prefeito a Marlete, juntos traçamos planos e metas para 2021. A ideia é contratar professores para oferecer um reforço no aprendizado, principalmente para o aluno que não conseguiu acompanhar o ensino a distância, aquele que reside na área rural e teve dificuldade para ter acesso ao material disponibilizado tanto na internet quanto impresso. Vamos no período oposto ao que ela esteja matriculada, oferecendo essas aulas de reforço no aprendizado, para isso, estamos já encaminhando a contratação de professores para estar executando esse trabalho. As reuniões continuam com o corpo de docentes, diretores, professores, coordenadores para encontrar novos caminhos para recuperar esse tempo perdido. Estamos em contato com a Universidade de São Paulo (USP) Bauru que irá nos oferecer cursos de capacitação para nossos professores e equipe.

 

Candeia – Uma questão enfrentada pelo atual governo foi a queda na arrecadação do ICMS. Nesse sentido, que cenário o senhor vislumbra para Boraceia a partir de 2021?

Di Picapau – Essa questão é muito séria, não só em Boraceia, mas na região e na maioria dos municípios brasileiros. A queda nos repasses relativos ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Claro que essa queda vai impactar nos próximos passos da administração municipal, mas como já afirmei anteriormente, nós temos um projeto para Boraceia, teremos que tomar algumas medidas, fazer alguns cortes e ajustes, para priorizar e manter o serviço de saúde como vem sendo executado hoje, com algumas implementações e também priorizar a educação. Então, já tenho um entendimento com a minha vice-prefeita, sabemos que cenário é complicado, que não será revertido em pouco tempo, mas nós vamos enfrentar esse desafio e os demais que surgirem, 2021 será um ano de muita cautela e alguma dificuldade, mas com o nosso planejamento vamos enfrentar as dificuldades e unidos vencê-las.