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Entrevista da Semana – Covid-19 acentua questões relacionadas ao suicídio

24 set, 2021

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Rebeca Mendes de Paula Pessoa – “A pandemia pela Covid-19 acentuou muitas questões já existentes no país e relacionadas ao suicídio, como o isolamento social, a perda de pessoas queridas e a desigualdade econômica”

 

Setembro Amarelo é o mês dedicado à prevenção do suicídio. Para tratar do assunto, o Candeia entrevista a médica psiquiatra Rebeca Mendes de Paula Pessoa. Segundo ela, os principais fatores de risco para o suicídio são tentativas prévias e a presença de algum transtorno mental. Os transtornos mentais são associados com 97% das causas de suicídio. Rebeca chama a atenção para adolescentes e idosos, populações que merecem atenção especial. São registrados mais de 13 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 1 milhão no mundo.

 

Candeia – Qual seria a definição de suicídio? E qual a importância desse tema na nossa sociedade?

Rebeca Pessoa – O suicídio é um ato deliberado pelo próprio indivíduo, cujo objetivo seja a morte. A campanha do Setembro Amarelo traz destaque não somente para o suicídio em si, mas também para os comportamentos suicidas, como os pensamentos, os planos e as tentativas de suicídio.

 

Candeia – Quais são os principais fatores de risco para o suicídio?

Rebeca Pessoa – Os principais fatores de risco para o suicídio são tentativas prévias e a presença de algum transtorno mental. Os transtornos mentais são associados com 97% das causas de suicídio. Outros fatores de risco são sexo masculino, extremos de idade (indivíduos mais jovens ou mais velhos), uso de drogas, pessoas que moram só, desemprego e história de suicídio na família.

 

Candeia – Existe alguma população na qual o risco suicida pode se manifestar de forma diferente?

Rebeca Pessoa – Em adolescentes é necessário ficar sempre atento às automutilações, comportamento intencional de agressão ao próprio corpo, mas sem uma intenção suicida clara, podendo ser exemplificado por cortes ou queimaduras em braços. Os pais e professores devem estar cientes de que este tipo de comportamento é um fator de risco para o suicídio. Outra população que merece cuidado é a geriátrica. Os idosos que apresentem discurso de ser um peso para a família ou de desesperança merecem atenção e devem ser levados para uma avaliação por um profissional da saúde capacitado.

 

Candeia – Como funciona o tratamento de um paciente suicida? Todo paciente precisa de uma internação psiquiátrica?

Rebeca Pessoa – O profissional de saúde realiza uma avaliação do paciente, buscando identificar sintomas das principais doenças associadas ao suicídio. A partir do diagnóstico irá propor o tratamento mais adequado para a patologia, tanto medicamentoso como não medicamentoso. Além disso, faz parte da consulta psiquiátrica a avaliação do risco suicida. Pacientes com risco mais elevado podem se beneficiar de uma internação em ambiente protegido, já pacientes com risco leve podem fazer o tratamento em seu domicílio.

 

Candeia – Como a pandemia do novo coronavírus tem impactado em problemas que podem levar ao suicídio?

Rebeca Pessoa – A pandemia pela Covid-19 acentuou muitas questões já existentes no país e relacionadas ao suicídio, como o isolamento social, a perda de pessoas queridas e a desigualdade econômica. Além disso, muitas pessoas pararam de realizar o seguimento médico de rotina, o que agudizou doenças já existentes, como também demoraram para buscar por atendimento para novos sintomas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem alertado para a necessidade de investimentos em saúde mental urgentemente.

 

Candeia – Como psiquiatra, tem atendido casos assim?

Rebeca Pessoa – Como trabalho diretamente com urgências psiquiátricas em um hospital terciário, sempre tive contato com pacientes com risco suicida, que é considerado na literatura como a urgência mais prevalente em saúde mental. Entretanto, percebo que a demanda por atendimento dos transtornos mentais tem crescido. Os pacientes e suas famílias infelizmente têm procurado avaliação quando os sintomas já estão bastante graves. A demanda por internação psiquiátrica também tem evoluído com aumento.

 

Saiba mais sobre a entrevistada

 

A psiquiatra Rebeca Mendes de Paula Pessoa é médica assistente no setor de urgências psiquiátricas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP) e é doutoranda em Saúde Mental na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), com pesquisa na área de psicogeriatria.

Em Bariri, realiza atendimentos na Clínica Integrada de Saúde (Cliins). O endereço da Cliins é Rua Tiradentes, 46. Os telefones para agendamento são (14) 3662-6576 (fixo) ou (14) 98116-3182 (whatsapp).

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