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Gislaine Aline Maranho Rodrigues Capobianco – “Pretendemos estabelecer um calendário de eventos, venda de rifas, realização de bazar, venda de artesanatos, além da busca de recursos junto a deputados”

 

Em assembleia realizada no dia 27 de novembro, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Bariri (Apae) elegeu nova diretoria para o triênio 2022/2024. A única chapa inscrita, liderada por Gislaine Aline Maranho Rodrigues Capobiano, irá assumir a gestão da entidade a partir de 1º de janeiro. Segundo Aline, uma das preocupações é que as receitas façam frente às despesas da Apae. Além dos repasses governamentais, os diretores pretendem realizar parcerias para obtenção de mais recursos. “Dependendo dos repasses dos recursos municipais, federal e estadual, a Apae fará uma avaliação para rever a quantidade e a diversidade de atendidos”, afirma ela. Aline cursou Administração de Empresas, com formação em Empreendedorismo. De 2005 a 2020 trabalhou nas prefeituras de Boraceia e Bariri, atuando como chefe e diretora de Licitações e de Administração. Trabalhou no Grupo Sampietro, atuando na área de licitações, e atualmente desempenha suas funções profissionais no Departamento Pessoal do Escritório Sistema.

 

Candeia – Como foi a montagem da chapa para compor a diretoria que irá cuidar da Apae até o fim de 2024?

Aline Capobianco – Apenas dois dos membros da diretoria anterior manifestaram interesse em permanecer e, diante disso, colaboradores da Apae fizeram convites a pessoas da comunidade, e pessoas já envolvidas em serviços, atividades voluntárias, e/ou participações em outras instituições, causas sociais. E por meio de reuniões, os atuais membros foram se articulando para que formasse a chapa.

 

Candeia – Qual a prioridade da nova diretoria, que assume a gestão no dia 1º de janeiro?

Aline Capobianco – Uma das prioridades será a captação de recursos, tendo em vista as dificuldades financeiras que a Apae vem enfrentando atualmente. Temos projetos para reformas de alguns espaços físicos, visando sempre a melhoria no atendimento dos usuários.

 

Candeia – Um problema comum entre as entidades que atuam em Bariri é a falta de recursos financeiros. Como superar esse desafio?

Aline Capobianco – A crise financeira que assola o país dificulta ainda mais a captação desses recursos, então precisamos fazer parcerias e buscar alternativas para que possamos complementar os recursos próprios, como, por exemplo, estabelecer um calendário de eventos, venda de rifas, realização de bazar, venda de artesanatos, além da busca de recursos junto a deputados, através de emendas parlamentares.

 

Candeia – A Apae necessita de manutenção ou reforma? Quais?

Aline Capobianco – Necessita em vários aspectos, e por se tratar de um prédio antigo é preciso trocar parte da fiação, fazer a manutenção das calhas, pintura do prédio, reforma e adaptação dos banheiros, além da modernização de alguns espaços de atendimento, como sala de fisioterapia e terapia ocupacional.

 

Candeia – Quais os principais projetos desenvolvidos pela Apae no setor de saúde, social e educacional?

Aline Capobianco – Conversando com a diretora Silvia, inteirei-me de alguns dos projetos desenvolvidos. Na saúde há um Programa de Estimulação Precoce, Diagnóstico e Habilitação/Reabilitação, atendendo crianças de 0 a 11 anos e 11 meses de idade, por meio de equipe multidisciplinar composta por fisioterapeutas, fonoaudióloga, psicólogas e terapeuta ocupacional. Há também uma neuropediatra que acompanha e desenvolve diagnóstico junto à equipe, uma vez por mês. No social, a coordenação me passou o funcionamento que é através de diferentes oficinas, e o atendimento se estende às famílias dos usuários, garantindo assistência social e informações sobre direitos e deveres. Na educação é feita uma parceria com a Secretaria Estadual de Educação, contendo cinco classes, sendo que em 2022 duas atenderão crianças autistas e dois alunos que serão direcionados para um currículo que dê visão ao mundo do trabalho. Há projetos temporários também, conquistados por meio de empresas privadas, que se destinam a melhorias tanto do prédio quanto de recursos materiais e equipamentos para a entidade.

 

Candeia – Em relação aos atendimentos feitos pela Apae, haverá alguma mudança a partir de janeiro?

Aline Capobianco – Dependendo dos repasses dos recursos municipais, federal e estadual, a Apae fará uma avaliação para rever a quantidade e a diversidade de atendidos, e áreas de abrangência que irá atender, uma vez que os repasses não têm tido aumento que acompanhe as despesas, principalmente para pagamento de pessoal.

 

Candeia – A instituição possui parcerias para atividades junto aos alunos, como oficinas em parceria com empresas e profissionais da área. A senhora pretende atuar para ampliar esses projetos?

Aline Capobianco – Hoje a Apae conta com oficinas no serviço social, como musicalização, arte e culinária, recreação, horta, autodefensoria, habilidades manuais e informática. Para 2022 será incluída a oficina com foco à inserção no mundo do trabalho. Na educação a diretriz é determinada pela Secretaria do Estado de São Paulo para com o desenvolvimento do currículo paulista, currículo funcional e mundo do trabalho. Até os 15 anos é a etapa inicial, onde o foco é a alfabetização e parte funcional, e a partir dos 15 anos a educação é especial para o trabalho.