
“O futuro de Bariri não depende de ser melhor ou pior do que suas vizinhas. Depende do trabalho conjunto e da confiança das pessoas que a chamam de lar” (Divulgação)
Bariri vive um momento que pode representar um divisor de águas do ponto de vista turístico.
Primeiro, é preciso considerar que há política do governo estadual em fomentar cada vez mais o turismo em São Paulo. Como nem todos os municípios dispõem de recursos próprios, há programas que permitem a transferências de recursos às prefeituras.
Um deles é o Município de Interesse Turístico (MIT). Na quarta-feira (27) houve aprovação do projeto de lei pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) que a classifica Bariri como MIT.
Trata-se de um reconhecimento do potencial da cidade, de seus atrativos culturais, como o Museu Mário Fava, a Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores e de sua infraestrutura. Com a perspectiva de um aporte financeiro anual, a cidade poderá ter a chance de investir em melhorias, atraindo mais visitantes e, consequentemente, movimentando a economia local.
No entanto, é importante ter em mente que o título de MIT não é uma fórmula mágica. A transferência de recursos, vista num primeiro momento como líquida e certa, agora é encarada com mais cuidado. Tudo dependerá de futuro ranqueamento dos municípios classificados como MIT.
Cidades como Barra Bonita e Ibitinga, que também se destacam pelo turismo, cresceram porque investiram e acreditaram em seus diferenciais. A responsabilidade agora recai sobre o poder público e a sociedade civil para transformar o potencial em realidade.
Também nessa edição, o Candeia traz dados populacionais do IBGE. Bariri cresceu, mas em ritmo semelhante a cidades menores como Boraceia e Itaju, e de forma mais lenta que municípios maiores da região, como Bauru e Jaú.
Em uma análise mais ampla, a própria população do estado de São Paulo tem um crescimento mais moderado em relação ao restante do país, reflexo de uma população mais envelhecida e da migração para outras unidades da federação. Isso mostra que o crescimento populacional, por si só, não é o único indicador de vitalidade. O que realmente importa é a qualidade desse crescimento e a capacidade de reter e atrair pessoas com oportunidades.
E é aqui que as duas notícias se encontram. O futuro de Bariri não depende de ser melhor ou pior do que suas vizinhas. Depende do trabalho conjunto e da confiança das pessoas que a chamam de lar. O título de MIT é uma ferramenta, não a solução completa. O crescimento populacional é um reflexo, não a causa.
A verdadeira grandiosidade de Bariri reside na capacidade de seus cidadãos de transformar esses dados em ações. A aprovação como MIT é um voto de confiança, e agora cabe a todos os baririenses corresponder a essa expectativa. Da prefeitura, que precisa usar os recursos de forma estratégica, aos empresários, que devem inovar e acolher os visitantes, até os cidadãos comuns, que têm o poder de ser os melhores embaixadores de sua cidade.
























