
Nos últimos dias, dois anúncios marcaram a agenda pública de Bariri: a construção de uma ciclovia iluminada na Rodovia SP-261 e a chegada da carreta de cursos profissionalizantes do programa estadual “Caminhos da Capacitação”. Embora distintas, as duas iniciativas apontam para um mesmo sentido: o de buscar melhorias nas condições de mobilidade e qualificação da população local.
A ciclovia, com investimento estimado em R$ 20 milhões, deve atender o trecho entre a Madeireira Vale do Tietê e o trevo de acesso à Via Expressa Sul, onde circulam diariamente mais de mil pessoas, muitas delas a pé ou de bicicleta. A obra, no entanto, tem previsão apenas para depois de abril de 2026 — um prazo distante, que exige cautela. Apesar do anúncio oficial, é preciso acompanhar os próximos passos com atenção: licitação, início real das obras, cumprimento de cronogramas e definição clara das etapas. Sem isso, corre-se o risco de continuar na mesma: um projeto necessário que não passa de uma promessa que se arrasta há anos.
Por outro lado, a carreta de capacitação profissional chega a Bariri com um formato que já vem sendo aplicado em outros municípios. Os cursos gratuitos de panificação e fabricação de pizzas são oportunidades relevantes, principalmente em tempos de mercado de trabalho competitivo e instável. A estrutura oferecida é moderna e funcional, mas o impacto real dependerá da adesão da população e da continuidade das ações formativas. Capacitação pontual é positiva, mas não substitui uma política pública consistente de geração de emprego e renda.
Tanto a ciclovia quanto os cursos são respostas a demandas concretas da cidade. No entanto, precisam ser entendidas como partes de um processo mais amplo e contínuo. Não se trata apenas de celebrar anúncios ou inaugurações, mas de garantir que iniciativas como essas tenham continuidade, fiscalização e sejam inseridas em um planejamento urbano e social de longo prazo.
Bariri precisa — e merece — mais infraestrutura, mais obras viária, mais qualificação profissional. Que essas ações sejam o começo de políticas públicas duradouras, e não apenas soluções pontuais com forte apelo simbólico e pouca permanência.
























