
Na campanha política de 2024, havia certo consenso entre os candidatos a prefeito de Bariri de que o município não tinha margem financeira para investimentos. Observando as receitas e especialmente os gastos, era possível chegar a essa conclusão.
Nessa semana, foram divulgados dados de gestão fiscal que ajudam a compreender ainda mais a situação da Prefeitura de Bariri frente à governança.
A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) divulgou o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) relacionado ao ano-base de 2024, portanto, com dados da administração anterior.
O IFGF é composto por quatro indicadores, que têm o mesmo peso para o cálculo do índice geral, 25%: Autonomia, que é a capacidade de financiar a estrutura administrativa; Gastos com Pessoal, que significa o grau de rigidez do orçamento; Investimentos, que é a capacidade de gerar bem-estar e competitividade; Liquidez, que trata do cumprimento das obrigações financeiras das prefeituras.
Os dados compreendem o período de 12 anos (ano-base de 2013 a ano-base de 2024). Nesse período, Bariri sempre obteve a nota máxima no item Autonomia. Em relação a Pessoal, o município ficou abaixo dos 0,6 pontos (situação de dificuldade ou crítica) nos anos de 2016, 2019 e 2023.
No quesito Liquidez a gestão fiscal de dificuldade ou crítica foi observada em 2013, 2016 a 2020 e 2024.
Mas o grande problema do município de Bariri é com o Investimento, justamente o que se colocava como ponto em comum entre os candidatos na campanha política de 2024.
Em todos os 12 anos analisados pela Firjan as notas foram muito baixas. Coincidência ou não, o pior desempenho ocorreu em 2018 (0,09), quando o município teve três prefeitos.
Para se ter uma ideia, a melhor nota desde 2013 foi recebida em 2023 (0,4) – Gestão em Dificuldade. Os demais 11 anos tiveram nota enquadrada como Gestão Crítica.
Os números da Firjan servem de referência para os atuais governantes, para quem pensa em disputar cargos públicos no futuro e para a população em geral.
Se algo diferente não for feito para aumentar a arrecadação e para diminuir as despesas o dia a dia na esfera administrativa será o mesmo que enxugar gelo.
























