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Todas as visitas são guiadas. Elas começam com palestra  e exibição de vídeo  sobre a expedição

A “Exposição Mário Fava e a Carretera Panamericana” atraiu 2.550 estudantes de Bariri nos seus primeiros três meses em cartaz. Eles visitaram o Museu Mário Fava entre agosto e outubro. Também passaram pela entidade, neste mesmo período, 76 visitantes avulsos. Foram ministradas 105 palestras a 117 classes de escolas públicas e privadas, para crianças entre 2 e 17 anos.
Todas as visitas são guiadas. Elas começam com uma palestra sobre a surpreendente história do mecânico baririense Mário Fava, Leônidas Borges de Oliveira e Francisco Lopes da Cruz. Em seguida é exibido um vídeo de seis minutos e os alunos são convidados a apresentar questões.
A dinâmica segue com visita ao salão principal do Museu, onde estão expostos o Ford T 1918 original utilizado na expedição, uma estátua em tamanho real do herói Mário Fava e todo o acervo que conta com recursos de áudio e vídeo.
Os estudantes também participam do Jogo dos Expedicionários, uma competição bem animada de perguntas e respostas sobre a história. Ao final, recebem o Jogo das Américas, o qual levam para suas casas para poderem brincar e propagar a seus amigos e familiares a maior aventura do homem por terra.
“A exposição está belíssima. A história está sendo mostrada ao público de forma didática e objetiva. A estética foi repaginada para que o conhecimento seja apresentado de forma acessível e agradável. O retorno por parte do público tem sido muito positivo, principalmente dos estudantes que visitam a exposição como parte do projeto Museu nas Escolas’”, destaca Maurício Tadeu de Andrade, coordenador do projeto educativo do Museu.
Andrade acrescenta que os visitantes podem acompanhar a trajetória de vida de Mário Fava e sua participação na viagem de estudos que resultou na construção da Carretera Panamericana, gigante rodovia que liga as três Américas. “É a maior rodovia do mundo, graças ao trabalho de dez anos da expedição composta por três brasileiros, um deles o baririense Mário Fava”, ressalta.

Resultados positivos

Juliana Domingues Colacite, gerente do Museu, é a responsável por coletar as impressões dos professores após as visitas. Ela observa que a maioria elogia a palestra ministrada pelo coordenador Andrade, a boa qualidade do vídeo apresentado aos estudantes e a forma lúdica como é aplicado o Jogo da Roleta. “Todos classificam a visita adequada a todas as idades, elogiam o nosso acervo moderno, e saem bastante satisfeitos”, diz.
O curador José Augusto Barboza Cava, o Cavinha, também considera positivo o resultado dos três meses de trabalho com a nova exposição. “O objetivo principal é trazer a criança e o jovem estudante para o Museu. E isto estamos cumprindo. O Museu está ainda mais atraente, pois cresceu, e permite que o público interaja através dos recursos tecnológicos. Os objetos expostos em nosso acervo permitem ao visitante ter uma boa noção de como foram os 10 anos de viagem”, descreve.
Para Cavinha, a principal mensagem levada pelos jovens e crianças, ao visitarem o Museu, é que “não podemos deixar um sonho morrer, mesmo que situações adversas surjam durante a trajetória”. “Se temos um sonho, devemos acreditar e fazer acontecer, assim como Mário Fava fez”, conclui.
Você sabia?
A expedição teve início no Rio de Janeiro em 16 de abril de 1928. Finalizou após 10 anos, em 1938, passou por 15 diferentes países, e percorreu 27 mil quilômetros até chegar aos EUA. (Texto: Juliana Campos, assessora de comunicação)