
Diretor Ricardo Rodrigues, é arte-educador no projeto ‘O Menino, o Vô e o Valor’, desenvolvido na Apae de Bariri, que explora visão e valores de um menino catador de papelão. (Fotos: Ricardo Rodrigues/Bela Balela Produtora/Divulgação)

Projeto de animação em stop motion ajuda no desenvolvimento de 100 alunos da Apae de Bariri (SP)

Aliar atividades manuais com arte, cinema e terapia foi a semente de um projeto de animação em stop motion do diretor Ricardo Rodrigues, que transformou as sextas-feiras da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Bariri (SP) em um verdadeiro estúdio de filmagem.
Morador de Jaú, o arte-educador Ricardo promove oficinas gratuitas na instituição para mais de 100 alunos, que participaram de todas as etapas de montagem, fotografia, trilha sonora e até mesmo pesquisa da produção de “O Menino, o Vô e o Valor”.
É o segundo curta-metragem de Ricardo Rodrigues e da Bela Balela produzido junto aos alunos da Apae de Bariri. A animação em stop motion “O Mundo de Diego” foi selecionada e premiada em vários festivais de cinema e educação do Brasil e outros países.
O projeto atual é a realização de um curta-metragem de 15 minutos, produzido em animação stop motion (recurso que envolve fotografar quadro a quadro objetos físicos), que será incorporado à lista de outras produções de filmes autorais por meio de leis de incentivo do diretor.
“A proposta das oficinas formativas de cinema em miniatura é proporcionar aos participantes o conhecimento e a prática desta modalidade artística, estimulando a criatividade para seus projetos audiovisuais”, explica Ricardo.
O projeto traz como personagem principal o menino Pio, de oito anos, que vive nas ruas como catador de papelão e sonha em ter uma vida plena ao lado do avô Ded, de 64 anos, e do cachorro Bido.
Segundo Ricardo, o avô representa a sabedoria popular, a herança afetiva e a resistência de quem, mesmo sem muitos recursos, ainda acredita em valores como respeito, honestidade e amor. Já Pio simboliza a infância que persiste em meio ao abandono social, enquanto o cachorro completa o trio como representação da lealdade e do afeto incondicional. Por Clara Sganzerla
(Fonte: G1 Bauru e Marília)
























