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Cavinha recebeu cineastas Deise, Roberto e Mariana no Museu Mário Fava

Na quarta-feira, 16, três cineastas paulistanos da mesma família estiveram em Bariri realizando pesquisa sobre a passagem do Circo Guarany pela cidade.
O casal Roberto Salim e Deise Gabriel e a filha Mariana Gabriel estiveram no Museu Mário Fava, juntamente com historiador baririense José Augusto Barbosa Cava, o Cavinha.
Durante a visita, eles consultaram jornais de 1918 do acervo de Cavinha, com registro da passagem do Circo Guarany, que era de propriedade do avô de Deise. O material, além de entrevista com historiador baririense, serão usados em documentário produzido por Mariana.
O Circo
Segundo a bisneta, João Alves era negro livre, embora filho de escrava. Nasceu em 1873, dois anos após a promulgação da Lei do Ventre Livre, que data de 28 de setembro de 1871 e que libertava os bebês das escravas.
“Não sabemos ao certo em que momento ele comprou o circo ou como a história se deu. O fato é que foi um grande empresário até seus 70 anos de idade, mesmo passando pelas duas grandes guerras mundiais”, afirma a cineasta.
A família acredita que o circo funcionou do início do século até meados dos anos 60. Maria Eliza Alves dos Reis, filha de João, foi a primeira palhaça mulher negra do Brasil, cuja trajetória é retratada no documentário “Minha Avó Era Palhaço!” dirigido por Ana Minehira e Mariana Gabriel.
Passagem por Bariri
Após realizar o documentário sobre avó, Mariana iniciou pesquisa para contar a história do circo da família. Neste trabalho, ela e os pais tem ‘perseguido’ os caminhos realizados pela trupe, na busca de informações, fotos e jornais da época.
Nesta caminhada, vieram até cidade de Itapui, onde souberam da existência do acervo de Cavinha, na vizinha cidade de Bariri. “Entramos em contato com senhor Cava que encontrou o jornal O Popular que registrou passagem do circo pela cidade”, informou Mariana.
O material dá conta de um circo imponente, que segundo cineasta vivia seu auge, com companhia formada por 40 pessoas “de ambos os sexos”, banda de música de propriedade da empresa e oito números de variedades.
Ainda segundo jornal, o circo instalou-se no Bairro Livramento. “Ficamos muito felizes com a riqueza do material encontrado e agradecemos Cavinha pela ajuda”, finaliza.
O dia a dia da produção do documentário pode ser acompanhado através do blog http://palhacoxamego.blogspot.com/.

Propaganda no jornal O Popular, de 1918, sobre a passagem do circo por Bariri