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Aniversário da Abla é marcado por homenagens

14 jun, 2019

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Museu Mário Fava abrigou solenidade realizada pela Abla – Alcir Zago/Candeia

A Academia Baririense de Letras e Artes (Abla) comemora 17 anos de fundação em 2019. Para marcar a data foi realizada solenidade na noite de terça-feira, dia 11, no Museu Mário Fava.
Com presença de autoridades dos poderes Executivo e Legislativo, acadêmicos e convidados, a noite foi marcada por homenagens. O evento faz parte dos 129 anos de emancipação político-administrativa de Bariri.
Houve execução dos hinos do Brasil, de Bariri e da Abla, uso das palavras pela presidente da academia, Valderez de Mello, e pelo prefeito Francisco Leoni Neto (PSDB), apresentações da dupla Laudenir e Laudecir e do coral da Escola Estadual Professora Idalina Vianna Ferro e declamação de poesias por acadêmicos.
Foram agraciados como Acadêmicos do Ano de 2019 Osni Ferrari e José Augusto Barboza Cava. Ambos tiveram valorosa contribuição na constituição do museu e no resgate da história de Mário Fava e também do prédio criado pela sociedade italiana, o qual foi doado à Santa Casa de Bariri no período da Segunda Guerra Mundial.
A Abla homenageou o Grupo de Bombeiros de Bariri pelos relevantes serviços prestados à comunidade.

Projeto Saudade

O Projeto Saudade rendeu homenagem póstuma a José Teixeira. Seu filho, Teixeirinha, compareceu ao evento da academia.
Teixeira nasceu em 1897 em Itapuí. Mudou-se para Bariri ainda bebê. Religioso, assumiu a função de sacristão e depois passou a trabalhar como pedreiro e como carteiro.
Por ocasião da gripe espanhola em 1919, Teixeira, com 21 anos, cuidou dos enfermos que eram descartados em frente ao Grupo Escolar de Bariri (hoje escola Euclydes Moreira da Silva), pois as vítimas eram isoladas devido à violenta contaminação.
Como voluntário ele alimentava e medicava os enfermos ainda agonizantes. Quando morriam, Teixeira envolvia-os num lençol branco, tomava-os nas costas até uma carroça para seguir para o cemitério da cidade.
Teixeira, que nunca recebeu condecoração pelo ato heroico, ainda foi humilhado em período difícil de sua trajetória, quando enfrentava problemas de alcoolismo.
No dia da inauguração da Cadeia Pública de Bariri ele foi preso alcoolizado em uma cela, para dar mais veracidade ao episódio, uma vez que não havia ninguém detido naquela ocasião.

 

 

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