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Durante a comemoração dos aniversariantes do mês, idosos, diretoria e vicentinos se uniram para lembrar os 70 anos da casa – Divulgação

Colaboradores, coordenação e diretoria do Lar Vicentino marcaram presença na missa em ação de graças, na Igreja Matriz – Divulgação

Na última semana de novembro, o Lar Vicentino de Bariri cumpriu programação festiva em comemoração aos 70 anos de existência. Todas as atividades foram realizadas dentro de ações preventivas e sanitárias, devido à pandemia de Covid-19.

No dia 26 de novembro, quinta-feira, durante a comemoração dos aniversariantes do mês houve participação de integrantes da atual diretoria e de vicentinos que ao longo dos anos se dedicaram à obra junto aos idosos.

Essa comemoração é feita mensalmente com o objetivo de maior interação entre os idosos e realizada graças à doação voluntária de grupo de professores aposentados. Neste ano, ganhou outra dimensão porque serviu também para a comemoração dos 70 anos do Lar Vicentino.

No encontro, foram servidos refrigerantes, salgadinhos e um bolo para alegria dos idosos. Augusto Cesar Zaparolli e Daniela Mazoti representaram a atual diretoria e algumas vicentinas participaram em nome do grupo que realiza ações voluntárias junto aos idosos.

No dia 27 de novembro, sexta-feira, Padre Ériko Nogueira celebrou missa em ação de graças aos 70 anos, na Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores. Marcaram presença colaboradores, coordenação e diretoria do Lar Vicentino.

No altar, houve exposição de quadro em tela do fundador Antônio Frederico Ozanan, pintado pela artista baririense, Fabiana Carra Felipe.

A procissão do ofertório teve a participação da diretoria e irmãs claretianas, enquanto era relatada a história da Sociedade São Vicente de Paula e do Lar Vicentino de Bariri.

Eles apresentaram a carta de agregação, documento pela qual a unidade de Bariri é reconhecida pelo conselho geral e internacional da Sociedade São Vicente de Paula, cuja sede fica em Paris, França.

Hoje o Lar Vicentino de Bariri abriga 31 idosos e é referência de atendimento na Sociedade. “Agradecemos a toda comunidade que colabora para que a história da entidade se mantenha e seja sempre fortalecida com atitudes de doação e amor”, resume a atual diretoria.

 

História do Lar Vicentino de Bariri

 

São Vicente de Paulo foi sacerdote francês do século XVI vocacionado a cuidar dos mais pobres e a abandonados, incluindo os doentes que naquela época eram muitos, tendo em vista a peste negra que devastava a Europa. Saía pelas ruas e também visitava os casebres ajudando aos pobres.

Inspirado pela espiritualidade de São Vicente o jovem Antônio Frederico Ozanan, no ano de 1833 – e mais sete estudantes –  fundaram a sociedade São Vicente de Paulo. O sonho de Ozanan era tornar o mundo uma grande rede de caridade A sociedade está presente hoje em mais de 160 países.

Em Bariri a sociedade São Vicente de Paulo iniciou-se em 1917 com a primeira conferência de nome Nossa Senhora das Dores, reconhecida pelo conselho geral e internacional na França através de uma carta de agregação.  Desde então os vicentinos expandiram-se rapidamente em Bariri e Itaju.

A conferência vicentina é constituída por um pequeno grupo de pessoas que têm como missão visitar e assistir os pobres mais pobres.

Durante as visitas, foi constatada a necessidade de acolhimento aos numeroso idosos que, devido às condições sociais da época, precisavam de um local de acolhimento. Além da ajuda da comunidade, houve a doação do terreno pelo casal Osório e Anida Oréfice, onde foi construído o asilo, em forma de colônia, a moradia típica da época.

Em 1950, para obter organização jurídica e assistencial, o asilo foi agregado a sociedade São Vicente de Paulo, vindo ao encontro da missão das conferências vicentinas.

Em 1953, as irmãs da Congregação Santo Antonio Maria Claret, vindas da Itália, assumiram a missão junto aos vicentinos.  Em 1958, através da unidade brasileira da congregação, as missionárias claretianas consolidaram atuação em Bariri e permanecem no Lar Vicentino até hoje.

Durante a missa, houve exposição de quadro em tela do fundador Antônio Frederico Ozanan, pintado pela artista baririense, Fabiana Carra Felipe – Divulgação