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Reunião na Câmara de Bariri: próximo encontro está marcado para janeiro, quando novos gestores estarão à frente da administração pública – Alcir Zago/Candeia

Representantes da prefeitura de Bariri, de entidades que atuam na cidade, do Judiciário, do Legislativo e de conselhos participaram de reunião na terça-feira (24) na Câmara Municipal para discutir ações integradas para o período pós-Covid.

Um primeiro encontro ocorreu em meados de novembro, por iniciativa do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA). Na ocasião, a principal queixa foi do Conselho Tutelar em relação à falta de atendimento de psicólogos e psiquiatras para crianças e adolescentes.

O assunto foi retomado na reunião desta semana. A conselheira tutelar Keila Martins comentou que há necessidade de ações integradas para resoluções dos encaminhamentos.

A Diretoria Municipal de Educação, por exemplo, conta com psicopedagogas, que podem atuar junto a alunos da rede.

A diretoria municipal de Saúde, Renata Cristina dos Santos Cilli, diz que das três psicólogas que atendem no Centro de Atendimento Psicossocial (Caps), duas foram afastadas por pertencerem a grupos de risco da Covid-19.

Outra dificuldade pontuada por ela é relacionada aos psiquiatras. O Executivo realizou licitação com empresa para fornecimento de profissionais, mas não tem encaminhado para atendimento da demanda. Um dos problemas é o valor inferior a outras cidades pago pelo município aos médicos.

A possibilidade de contratação direta e emergencial teria de dispor de parecer jurídico. Sobre a lacuna existente no município, uma possibilidade é o encaminhamento de ofício ao Ministério Público (MP).

Na área da Educação, a titular da pasta, Ana Fabíola Camargo Fanton Rodrigues, diz que os maiores desafios para 2021 é investimento na informatização para que mais alunos tenham acesso ao conteúdo remoto. Outra é o incentivo para que os pais participem do dia a dia da vida escolar das crianças. Fabíola relatou que ainda não há informações sobre a data de retorno das atividades presenciais.

A próxima reunião entre poder público e entidades deve ocorrer em janeiro. Até lá cada instituição deve indicar representantes para os encontros. Na virada do ano haverá novo prefeito na gestão da cidade e possivelmente irá nomear outras pessoas para as ações na Educação, Saúde e Ação Social.

Caberá aos novos administradores dar continuidade às reuniões e buscar meios legais de atendimento das demandas da cidade.