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Arquivo/Candeia

O tribunal do júri condenou Natália Vitória Moreira Dias a 17 anos, dois meses e 21 dias de reclusão e Daniel Henrique Pereira à pena definitiva de 32 anos de reclusão. Eles foram acusados pelo Ministério Público (MP) de terem provocado a morte de Taís Carla Mosconi, 28 anos, em novembro de 2019, com quatro tiros na frente da Santa Casa de Bariri.

O julgamento ocorreu na quarta-feira (30) na 1ª Vara Judicial de Bariri. Natália e Daniel cumprirão a pena no regime fechado. A Justiça negou a eles o direito de recorrer em liberdade.

Na época dos fatos, Taís tinha uma medida protetiva contra o ex-marido, Daniel. Ele foi preso suspeito de envolvimento no crime e a atual esposa dele, Natália, foi presa em flagrante suspeita de efetuar os disparos que mataram a vítima.

De acordo com a Polícia Militar, Taís foi levar o irmão ao pronto-socorro quando acabou se encontrando com Natália e as duas começaram a discutir.

Ainda conforme a polícia, Natália pegou um revólver e atirou cinco vezes contra Taís, que estava dentro do carro tentando sair do hospital. Um dos tiros acertou o braço de Jonathan Bispo de Souza, rapaz com quem Taís tinha um relacionamento e a acompanhava no hospital no momento do ocorrido.

Além dele, o filho mais novo da vítima, um menino de 4 anos, também estava no carro, mas ele não ficou ferido. O menino também é filho de Daniel. Taís não resistiu aos ferimentos e morreu.

A suspeita de efetuar os disparos foi presa em flagrante enquanto fugia para Jaú, em um ônibus intermunicipal. O veículo foi abordado na Rodovia Deputado Leônidas Pacheco Ferreira e a mulher foi encontrada. Na bolsa dela, estava um revólver calibre 38 com a numeração raspada.

Já o marido dela, ex-marido de Taís, se apresentou na delegacia ainda no domingo e a polícia entendeu que houve um provável envolvimento dele no crime. Por isso, ele também foi preso em flagrante. Os dois acusados responderam a todo o processo presos.