Composição 1_1
Composição 1_1

Receitas e despesas relativas a 2018 foram apresentadas pela contadora Zilta de Cássica Callegari – Alcir Zago/Candeia

Alcir Zago

A prefeitura de Bariri apresentou em audiência pública realizada na terça-feira, dia 26, na Câmara Municipal, o fechamento contábil de 2018. A reunião tratou do 3º quadrimestre do ano passado (setembro a dezembro). A apresentação dos dados ficou a cargo da contadora Zilta de Cássica Callegari.
No total, o município obteve R$ 107,2 milhões de receita bruta, considerando a administração municipal e o Serviço de Água e Esgoto do Município de Bariri (Saemba). Descontando as deduções do Fundeb (fundo para manutenção da educação básica), a receita líquida totalizou R$ 97 milhões.
O montante ficou acima do estimado pelo Executivo. Por esse motivo, os gastos com folha de pagamento tiveram pequena queda em comparação aos dois quadrimestres anteriores.
De janeiro a abril de 2018 a prefeitura de Bariri registrou 50,08% de despesa líquida com pessoal. De janeiro a agosto, considerando os dois primeiros quadrimestres, os gastos passaram para 50,36%. No fechamento do ano as despesas com o funcionalismo caíram para 49,94%.
Efetivamente, o Executivo utilizou R$ 48,1 milhões para o pagamento dos servidores, incluindo encargos. O limite prudencial é de 51,30% e o limite máximo é de 54%.
A pasta que mais abocanha recursos é a da Educação. Em 2018 foram investidos R$ 24,8 milhões nesse setor (37,24%) – a legislação exige a aplicação mínima de 25%. Foram R$ 14,6 milhões de recursos próprios e R$ 10,2 milhões relacionados ao Fundeb.
A legislação exige que no mínimo 60% das verbas da Educação sejam utilizadas para o pagamento do magistério. Em Bariri, o ano de 2018 terminou com aplicação de 97,89%.

Saúde

Também foi realizada na terça-feira, dia 26, audiência para tratar de gastos com a Saúde.
Em 2018 o município utilizou 26,6% de recursos próprios (R$ 17,3 milhões) para essa pasta. O total foi de R$ 23,6 milhões, incluindo repasses dos governos estadual e federal.
Presente à reunião, a diretora municipal de Saúde, Angélica Fanti Moço, disse que o período da apresentação das contas não coincidia com o tempo em que está à frente da pasta.
Ela assumiu a diretoria no dia 18 de dezembro, após a saída de Samara Ferro Jacó de Carvalho. Antes de Samara, coordenaram a pasta Mozart Marciano e Fábio Zenni.
Segundo Angélica, o desafio está em utilizar os recursos de modo a atender às demandas crescentes na Saúde.
Comentou que pretende fazer um controle mais rigoroso do estoque de medicamentos (450 pessoas passam por dia na Farmácia Central) e paulatinamente informatizar todo o setor.