Para o vereador Vaguinho, o prefeito usa de ‘politicagem’ ao extinguir cargos sem especificar quais e quem ocupa
Na primeira sessão ordinária do Legislativo no ano, realizada segunda-feira, 4, o prefeito Francisco Leoni Neto (PSDB) enviou projeto de lei 01/2019, que extingue 27 cargos comissionados no organograma da Prefeitura de Bariri.
A proposta, no entanto, não traz quais cargos serão extintos. Prevê somente sua denominação dentro do quadro do funcionalismo. Segundo o texto, deixam de existir um cargo de Diretor de Serviços; dois de Diretor de Serviços Adjunto; 10 de Chefe de Setor; e 14 de Chefe de Unidade.
De acordo com a diretora de Administração, Gislaine Aline Maranho Rodrigues Capobianco, o prefeito deve esperar a votação do projeto pelo Legislativo para depois definir exatamente quais cargos serão extintos dentro do rol previsto. Comenta, ainda, que são funções que não estão sendo ocupadas.
Oscar Dias dos Passos Júnior, diretor financeiro da prefeitura, afirma que não há levantamento de quanto o corte de cargos vai trazer de economia para os cofres públicos. Segundo ele, foi uma decisão político administrativa do prefeito na qual o setor financeiro não participou.
Em mensagem enviada ao Legislativo, Neto Leoni diz que a proposta se dá “em razão do modo de gestão implantado pela atual administração, que preza pela econômica (sic), eficiência e uso enxuto da equipe administrativa comissionada”.
Politicagem
Durante a Palavra Livre, o vereador Vagner Mateus Ferreira (PSD), Vaguinho, criticou o projeto enviado pelo prefeito.
Afirmou que a intenção é somente ganhar politicamente com o suposto corte de gastos. Para ele, a proposta de cortar 27 cargos comissionados é inócua, uma vez que as funções não estariam sendo exercidas por ninguém.
Disse que o projeto deveria vir especificando quais os cargos extintos e o nome de quem ocupa. “É politicagem, por que não manda embora as 60 pessoas que nomeou nos cargos comissionados?”, indagou.

























