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A presença de familiares da criança intensificou o clima de pesar e revolta – Robertinho Coletta/Candeia

Folieni afirmou que a poderia melhorar se a prefeitura de Bariri retomasse parceria com a Santa Casa de Jahu – Robertinho Coletta/Candeia

A primeira sessão ordinária de março foi marcada pelo clima de consternação pela morte do bebê Miguel, ocorrida na manhã de segunda-feira, 2, na Santa Casa de Bariri. Vereadores cobraram investigação de suposta negligência médica e consequente punição aos responsáveis. A presença de familiares da criança intensificou o clima de pesar e revolta.

Integrantes da bancada a oposição, que hoje contam com maioria de votos, anunciaram que vão trancar a pauta de votação de projetos até que o caso seja esclarecido. Chegaram a cogitar que a paralisação dos trabalhos legislativos se estenda até que sejam anunciadas alterações na gestão no setor de Saúde e da Santa Casa, por parte do prefeito Francisco Leoni Neto (PSDB).

Os edis tiveram atitude imperativa à noite na sessão de Câmara, durante a Palavra Livre. Vagner Mateus Ferreira (MDB), Evando Antonio Folieni (PSDB) – que acompanharam o caso na Santa Casa – e outros vereadores, como Armando Perazzelli (PV), Luís Carlos de Paula (MDB) e o próprio presidente da Casa, Ricardo Prearo (DEM), cobraram rápida e eficiente apuração dos fatos.

Os integrantes da oposição, em especial, acusaram o prefeito Neto Leoni de omissão e incompetência para lidar com o ocorrido. Exigiram a exoneração do ginecologista da rede municipal de Saúde.

Criticaram o fato do Executivo estar programando gastos com festa de rodeio, mesmo diante de graves problemas enfrentados nos postos de saúde, central de medicamentos, ambulâncias, pronto socorro e a Santa Casa.

Folieni afirmou que a situação no hospital de Bariri poderia melhorar se a prefeitura retomasse parceria com a Santa Casa de Jahu, para reenvio de alguns procedimentos ao hospital vizinho. Mas para isso, Bariri precisa quitar dívida de antiga parceria, segundo o vereador no valor de R$ 290 mil, contraída durante a gestão de Paulo Araujo.

Travamento

Como decisão imediata os vereadores da oposição optaram por travar a pauta de votação de qualquer projeto até que o Executivo dê resposta considerada satisfatória ao grupo, diante desse caso e de outras ocorrências ligadas à Saúde.

E a atitude coletiva teve início na própria sessão de segunda-feira, 4. Quando o presidente da mesa colocou quatro projetos em segunda votação, eles rejeitaram, mesmo as matérias tendo sido aprovadas anteriormente por unanimidade.

A manobra, no entanto, não deu muito certo. As matérias eram do próprio Legislativo e como três delas referiam-se à denominação de vias públicas, Folieni recuou da decisão e votou a favor da concessão.

O único projeto rejeitado em 2ª votação, como resultado da atitude da oposição, foi a proposta de emenda à Lei Orgânica, que permite antecipar ao Executivo parte do resíduo do duodécimo orçamentário. A proposta caiu por 5 votos a 4.